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Ulisses Correia e Silva considera que o MpD tem sido um “protagonista importante” para comemorar o 13 de Janeiro

Cidade da Praia, 13 Jan (Inforpress) – O presidente do MpD, considerou hoje que o partido tem sido um “protagonista importante” para comemorar o 13 de Janeiro, realçando que a data deve ser marcada como referencial “histórico” que é, mas também um momento de reflexão.

Esta consideração foi feita pelo líder do Movimento para a Democracia (MpD), Ulisses Correia e Silva, esta tarde, durante a abertura da conferência virtual, promovida pelo partido no âmbito das comemorações do Dia da Liberdade e da Democracia, celebrado anualmente a 13 de Janeiro.

Segundo este dirigente político, a conferência virtual, devido à situação pandémica que vive o país, vai permitir alcançar ainda um número alargado de militantes, simpatizantes e dirigentes do MpD num “dia importante”, que é o 13 de Janeiro.

“O encontro de hoje se justifica pelo facto de 13 de Janeiro ser uma grande referência na vida da nação cabo-verdiana, o Dia da Liberdade e da Democracia, mas também pelo facto do MpD ter sido um protagonista importante para que este dia pudesse ser comemorado como nós estamos a fazê-lo depois de 31 anos”, referiu.

Por outro lado, realçou que a data deve ser assinalada sempre não só como um referencial “histórico” que é, mas também para ser um momento de reflexão sobre o percurso do país, porque, justificou, Cabo Verde é de facto uma democracia de referência em África e mundial, e ao mesmo tempo um momento de projecção para o futuro tendo em conta que não há nenhuma democracia completa.

“Trinta e um anos se passaram e vamos comemorar também 30 anos da Constituição da Repúblic (CR)a de 1992, que permitiu introduzir em Cabo Verde a democracia liberal constitucional, que é uma referência até hoje, porque foi objecto de revisões, mas tem no seu escopo o essencial ainda presente e permanente”, apontou.

Ulisses Correia e Silva acrescentou ainda que a CR representa aquilo que foi também o desejo e sonhos de várias gerações.

“No nosso entendimento o processo democrático em Cabo Verde tem vários protagonistas, tem um importante que é o MpD, mas tem um processo que não foi uma mera transmutação de regimes, foi de facto ruptura passiva, mas ruptura relativamente ao sistema político, a introdução de estado de liberdades, a liberdade económica, liberdade individual, liberdade de imprensa e a vivencia das pessoas com a democracia”, atestou.

Para o presidente do MpD, o dia 13 de Janeiro não foi apenas um dia em que as pessoas foram às eleições, mas sim um dia em que o regime foi alterado e mudado por vontade do povo cabo-verdiano.

Apesar dos ganhos e avanços, reconheceu que ainda persistem desafios na democracia cabo-verdiana que passam pela sua consolidação e protecção, em que o próprio sistema político deve garantir que a liberdade e democracia sejam plenamente praticadas pelos actores políticos, sejam divulgadas e que sejam o espelho daquilo que os cidadãos também encontram de melhor na democracia.

“Tornar as pessoas cada vez mais livres, menos condicionadas, com mais opções de vida com possibilidade de terem aquilo que a nossa Constituição institui que é a dignidade humana que passa pelo acesso aos bens básicos, rendimento, habitação condigna, acesso a condições de autonomias auto-suficientes e que sejam independentes”, apontou.

Segundo o presidente do MpD, em 2017 Cabo Verde teve um grande ganho, porque o 13 de Janeiro foi celebrado pela primeira vez com dignidade institucional, e disse esperar que a data perdure porque é um dia que merece ser assinalado por todos os cabo-verdianos no país e na diáspora.

O 13 de Janeiro é a data em que, pela primeira vez, em 1991, os cabo-verdianos exerceram o seu direito de voto nas primeiras eleições multipartidárias, após 15 anos em regime de partido único.

As primeiras eleições multipartidárias no arquipélago foram ganhas pelo Movimento para a Democracia (MpD), partido que regressou em 2016 ao poder após 15 anos na oposição e ao qual a data está mais associada.

AV/ZS

Inforpress/Fim

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