UE financia cinco projectos de promoção do turismo sustentável avaliados em mais de 250 mil contos

 

Cidade da Praia, 31 Mai (Inforpress) – A União Europeia (UE) disponibilizou 2.300.000 euros (cerca de 253.000.000 de escudos) para financiar cinco projectos de promoção do turismo sustentável, no quadro do Programa Temático para Organizações da Sociedade Civil e Autoridades Locais.

O acto de assinatura dos contratos com os beneficiários aconteceu hoje na delegação da UE, na Cidade da Praia, e contou com a presença do ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, do embaixador da França, Olivier da Silva, a encarregada de negócios da Embaixada do Luxemburgo no arquipélago, Angèle da Cruz, representantes da cooperação da Espanha e Portugal e representantes das instituições do Estado.

O Movimento África 70 com o projecto “Comunidades no Centro: a identidade local como factor de desenvolvimento do turismo sustentável”, a Federação Cabo-verdiana de Associações de Pessoas com Deficiência com o projecto “Acesso à Cultura em Cabo Verde e desenvolvimento turístico e de representação das pessoas com deficiência” foram alguns dos escolhidos.

Também foram seleccionados o Instituto Marquês de Valle Flôr com o projecto “Turismo solidário e comunitário na ilha do Maio”, a Associação de Defesa dos Património de Mertola com projecto “Raízes – Redes locais para turismo sustentável e inclusivo em Santo Antão” e o COSPE com o projecto “Rotas do Fogo: modelo do agroturismo com reforço das organizações locais do turismo rural e sustentável na ilha do Fogo”.

Ao fazer a sua intervenção no evento, o embaixador da União Europeia em Cabo Verde, José Manuel Pinto Teixeira disse que os projectos foram seleccionados no âmbito do convite à apresentação de propostas para Cabo Verde “Promover o turismo sustentável como factor de geração de rendimentos e melhoria das condições socio-económicas”.

Segundo disse, o objectivo dos projectos que terão a duração de 36 meses, é promover o turismo sustentável para a geração de rendimentos e a melhoria das condições socio-económicas das comunidades beneficiárias, assim como contribuir para a diversificação da oferta turística em áreas onde o sector é pouco desenvolvido no arquipélago, como rural, cultural, comunitário, ecoturismo, turismo activo e inclusivo.

“A UE apoia Cabo Verde através do Apoio Orçamental, mas reconhece também a importância da sociedade civil para promover um desenvolvimento sustentável, um crescimento inclusivo e uma sociedade mais equitativa”, disse, sublinhando que as autoridades locais, por estarem mais próximas dos cidadãos do que outras instituições públicas, podem ser “catalisadoras de mudança”, conhecendo melhor a realidade e as necessidades das comunidades.

Em declarações à imprensa, o vice-presidente da Federação Cabo-verdiana de Associações de Pessoas com Deficiência, António Pedro Melo, considerou “muito importante” o apoio da União Europeia, porque o seu projecto visa ter um turismo acessível e inclusivo para pessoas com deficiência, através de locais de cultura e lazer, nas ilhas de Santiago e Fogo.

“Queremos trazer a problemática da deficiência para a agenda pública. Este é o início de uma caminhada que vai beneficiar apenas a Praça Alexandre Albuquerque na Cidade da Praia, ilha de Santiago, e Chã das Caldeias no Fogo, que são locais históricos e que são atracção turística, mas estamos contentes com o financiamento, porque os parâmetros são muito apertados e vamos seguir o nosso caminho rumo a inclusão”, frisou

Actualmente, estão em curso seis projectos implementados por Organizações da Sociedade Civil, financiados pela UE no âmbito do turismo sustentável, assim como um projecto implementado pela Associação Nacional dos Municípios de Cabo Verde (ANMCV) que visa a capacitação e sensibilização das autoridades locais e respectivas comunidades na aplicação de práticas urbanísticas sustentáveis.

DR/FP

Inforpress/Fim

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