Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

UE convoca embaixador russo após sanções de Moscovo a responsáveis europeus

Bruxelas, 03 Mai (Inforpress) – O embaixador da Rússia junto da União Europeia (UE) foi hoje convocado pelas instituições europeias, após Moscovo ter imposto sanções a oito responsáveis europeus, incluindo o presidente do Parlamento Europeu e uma comissária, anunciou hoje a Comissão Europeia.

“O embaixador russo foi convocado. Deve ser recebido esta tarde pelo secretário-geral da Comissão Europeia e do Serviço Europeu de Acção Externa (SEAE) e iremos transmitir-lhe a condenação forte e a rejeição desta decisão”, disse o porta-voz do SEAE, Peter Stano, durante a conferência de imprensa diária da Comissão.

À semelhança da nota que já tinha sido emitida pelos líderes das instituições europeias na sexta-feira, o porta-voz reiterou que a decisão da Rússia de impor sanções a oito responsáveis europeus não tem “qualquer fundamento legal” e é “obviamente politicamente motivada”.

“Tudo isto mostra que a Rússia está determinada em manter o caminho hostil de confrontação, e a UE irá reagir. As discussões estão em curso: (…) preferimos uma resposta unida, e estamos a trabalhar nesse sentido, estamos a coordenar-nos com os Estados-membros”, frisou.

Na sexta-feira, a Rússia impôs sanções contra oito responsáveis da União Europeia (UE), entre os quais o presidente do Parlamento Europeu, David Sassoli, e a comissária para os Valores e Transparência, Vera Jourova.

Segundo Moscovo, as sanções foram impostas em represália por medidas idênticas da UE em Março e num aumento das tensões entre Moscovo e o ocidente.

“A União Europeia prossegue a sua política de medidas de restrição unilaterais ilegítimas dirigidas a cidadãos e organizações russas”, declarou em comunicado a diplomacia do Kremlin, ao precisar que vai proibir a entrada na Rússia de oito responsáveis europeus.

Em resposta, a UE condenou a decisão “inaceitável” e injustificada das autoridades russas, anunciando que iria tomar “medidas adequadas”.

“A União Europeia reserva-se o direito de tomar as medidas adequadas em resposta à decisão das autoridades russas”, advertiram os presidentes das três instituições da UE, Ursula Von der Leyen, Charles Michel e David Sassoli, numa declaração conjunta.

Em 02 de Março, a UE anunciou a decisão de impor medidas restritivas dirigidas a quatro russos responsáveis, segundo Bruxelas, por graves violações dos direitos humanos, designadamente prisões e detenções arbitrárias, e ainda a repressão massiva e sistemática da liberdade de reunião na Rússia.

As medidas incluem designadamente a proibição de entrada em território da UE e o congelamento dos bens destes altos responsáveis, incluindo o chefe do Comité de investigação russo, Alexandre Bastrykine, e o procurador-geral, Igor Krasnov.

Em 22 de Março, o Conselho da UE decidiu introduzir medidas restritivas contra os responsáveis de violações graves dos direitos humanos em diversos países do mundo, nomeadamente por tortura e repressão contra a comunidade LGBT e os opositores políticos na Chechénia, uma república russa do Cáucaso.

Inforpress/Lusa

Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos