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Ucrânia: NATO volta a alertar Moscovo para “elevado preço político e económico” de nova agressão

Bruxelas, 10 Jan (Inforpress) – O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, voltou hoje a alertar a Rússia para o “elevado preço político e económico” de uma eventual “nova agressão à Ucrânia”, sublinhando que a Aliança Atlântica apoia o direito de Kiev a defender-se.

Numa conferência de imprensa conjunta com a vice-primeira-ministra para a Integração Europeia e Euro-Atlântica da Ucrânia, Olga Stefanishyna, na sede da Aliança, em Bruxelas, antes de uma comissão NATO-Ucrânia, Stoltenberg sublinhou os esforços diplomáticos importantes em curso esta semana em busca de “uma solução política que evitar um conflito armado”, e reiterou todo o empenho nesse “caminho”, mas defendeu a necessidade de os Aliados se prepararem para outros cenários.

Esta conferência de imprensa conjunta no quartel-general da NATO na capital belga estava inicialmente prevista com o chefe da diplomacia da Ucrânia, Dmytro Kuleba.

“Eu já negociei antes com a Rússia e sei que é possível chegar a acordos […]. Estamos a trabalhar arduamente para encontrar um caminho político para uma solução pacífica. Mas, ao mesmo tempo, devemos também prepararmo-nos para a eventualidade de a Rússia, mais uma vez, optar por utilizar a força armada, preferir a confrontação à cooperação”, declarou o secretário-geral da NATO.

“E, por isso, devemos enviar também uma mensagem muito clara à Rússia de que estamos unidos e de que haverá custos elevados, económicos e políticos, se usar novamente a força contra a Ucrânia”, completou o representante, lamentando que Moscovo continue a concentrar “dezenas de milhares de tropas prontas para o combate, armadas com capacidades pesadas”, junto da fronteira com a Ucrânia.

Por seu lado, a vice-primeira-ministra ucraniana disse que o seu principal objetivo hoje em Bruxelas é “dar uma imagem clara a todos os Aliados sobre a situação de segurança na região e nas fronteiras da Ucrânia, incluindo a implementação dos acordos de Minsk e da Normandia”.

“Devemos todos ter noção de que as exigências de Moscovo não podem ser consideradas como uma posição negocial. O agressor não está em posição de impor condições enquanto os tanques russos estiverem concentrados nas fronteiras da Ucrânia”, defendeu Olga Stefanishyna.

Segundo a responsável ucraniana, “a Rússia está a tentar impor a sua agenda em vez de regressar à mesa de negociações”, e estas “só devem começar depois da retirada dos meios militares” russos concentrados junto à fronteira, que, enfatizou, permitem “uma invasão em grande escala”.

“Acreditamos que a Rússia está a calcular mal a situação e confiamos fortemente nos nossos Aliados. Mas sabemos o perigo que representa esta concentração de meios militares”, disse.

O encontro de hoje na NATO coincide com o arranque das conversações entre a Rússia e os Estados Unidos, em Genebra, numa semana com uma série de iniciativas diplomáticas, incluindo um Conselho NATO-Rússia, na quarta-feira.

“Congratulo-me por a Rússia ter concordado com a nossa oferta de realizar uma reunião do Conselho NATO-Rússia mais adiante nesta semana. Este é um sinal positivo. Centrar-nos-emos nas questões de segurança europeia, transparência relacionada com actividades militares, redução de riscos e controlo de armas”, apontou Stoltenberg na conferência de imprensa de hoje.

Nas negociações de Genebra entre Rússia e Estados Unidos, que começaram às 08:55 locais (07:55 em Lisboa) na representação norte-americana na cidade suíça, estão a participar a vice-secretária de Estado norte-americana, Wendy Sherman, e o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Riabkov, de acordo com um porta-voz norte-americano.

As delegações dos Estados Unidos e da Rússia mantiveram no domingo um primeiro contacto em Genebra.

Em comunicado, o Departamento de Estado norte-americano disse que Wendy Sherman e Sergei Riabkov falaram das questões a serem discutidas na reunião de hoje.

Wendy Sherman insistiu com Sergei Riabkov que os Estados Unidos estão “empenhados” nos princípios internacionais de soberania, integridade territorial e na liberdade das nações soberanas de escolherem as suas próprias alianças.

Disse também ao enviado russo que os Estados Unidos esperam fazer verdadeiros progressos através da diplomacia e estão dispostos a discutir “certas questões bilaterais” com a Rússia, mas não a segurança europeia sem a presença dos seus aliados no continente.

Por isso, disse que estas questões deverão ser discutidas na reunião da Rússia com a Aliança Atlântica em Bruxelas na quarta-feira e na reunião do Conselho Permanente da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), na quinta-feira.

O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, alertou também no domingo a Rússia para o risco de “confronto”, antes do início de negociações entre os dois países em Genebra, que incluem a situação na Ucrânia.

Os ocidentais acusam a Rússia de ter concentrado dezenas de milhares de soldados na fronteira da Ucrânia, antecipando uma possível invasão, o que Moscovo nega.

A Rússia reclama um compromisso da NATO de não integrar a Ucrânia na aliança militar, o que Blinken assinalou não estar em cima da mesa.

Inforpress/Lusa

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