UCID exige que Governo revisite contrato de concessão do transporte inter-ilhas (c/áudio)

Mindelo, 26 Jul (Inforpress) – O presidente da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID, oposição) exigiu hoje, no Mindelo, que o Governo revisite o contrato de concessão do transporte marítimo inter-ilhas e estabeleça novas exigências para melhorar significativamente o serviço.

Segundo João Luís, que falava em conferência de imprensa na sede do partido, a UCID tem vindo a constatar que o Governo tem se demitido das suas responsabilidades no que concerne à definição, aplicação e fiscalização da política dos transportes no país.

Mas, conforme o político, a situação vivida actualmente é complexa e exige, por parte das autoridades, uma tomada de posição, “o mais urgente possível”, por forma a pôr cobro à “péssima prestação de serviço” nas linhas marítimas.

“Estamos a exigir do Governo a revisitação do contrato, assinado com o grupo ETE, por outro lado, estamos a exigir que se não houver esta possibilidade que, juntamente da companhia, contrate outras unidades marítimas para combater esta falha do Dona Tututa e do navio Interilhas”, afirmou.

Uma das alternativas, conforme o presidente da UCID, é “recorrer ao   navio Mar d´Canal que pode fazer uma cobertura nas outras ilhas para que, neste período de férias, as pessoas possam circular entre as ilhas”.

Para João Luís, neste momento, “o serviço prestado é de tão pouca qualidade que as reclamações chegam de todos os lados, dos passageiros, da Federação Cabo-Verdiana de Futebol (FCF) e dos comerciantes”, tendo como consequência o “adiamento de vários compromissos, acarretando transtornos e prejuízos de ordem financeira”.

O presidente da UCID aproveitou, igualmente, para altear sobre a “frágil situação” dos estaleiros navais da Cabnave, em São Vicente, afirmando que “o estado de conservação e a qualidade das máquinas são de extrema gravidade o que impossibilita que os trabalhos solicitados sejam realizados dentro dos prazos e parâmetros habituais”.

João Luís também falou sobre a situação laboral dos trabalhadores marítimos, trazendo à liça a questão da reforma dos marítimos que “nunca mais foi equacionada e nem resolvida”.

“Em tempos, o Governo enganou os marítimos que o INPS [Instituto Nacional de Previdência Social] estava a fazer um estudo sobre esta questão, mas o respectivo estudo nunca termina”, criticou, defendendo que esta classe laboral corre o risco de exaustão laboral colocando em risco a segurança das embarcações das pessoas e mercadorias.

Outra preocupação manifestada pelo presidente da UCID foi o “não funcionamento de alguns faróis nas ilhas de São Nicolau, Boa Vista, Brava e em Santo Antão “pondo em causa a segurança da navegação de cabotagem”.

CD/CP

Inforpress/Fim

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