UCID exige criação de condições para dotar São Vicente de uma infra-estrutura aeroportuária mais operacional

Cidade da Praia, 27 Abr (Inforpress) – A UCID exigiu hoje a criação de condições para melhorar a operacionalidade do Aeroporto Internacional Cesária Évora e conclusão dos projectos estruturantes para relançar a vocação de São Vicente e dos sectores de desenvolvimento do País.

A exigência da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID) foi feita pelo deputado nacional António Monteiro, em declaração política do seu partido na sessão parlamentar da Assembleia Nacional.

Ao iniciar o seu discurso salientou que a cidade do Mindelo e a ilha de São Vicente, têm protagonizado ao longo dos tempos momentos ímpares na história de Cabo Verde, que, no seu entender, deveria ser devidamente aproveitada para se relançar a vocação da ilha e dos diversos sectores de desenvolvimento do País.

“A ilha de São Vicente apresenta um potencial turístico extraordinário que deve ser aproveitado em toda a sua dimensão possibilitando assim uma maior diversificação da estrutura económica do território, o que permitirá riquezas necessárias capaz de debelar a pobreza que ao longo dos anos tem vindo a acompanhar a ilha e as suas gentes”, declarou.

Asseverou neste sentido que as construções das infra-estruturas hoteleiras trarão à ilha uma “boa oportunidade” de criação de riqueza e consequentemente a melhoria das condições de vida dos munícipes, acrescentando que a conclusão do futuro terminal de cruzeiro na baía trará também a ilha outras condições e potencializarão o crescimento económico de São Vicente.

António Monteiro realçou de igual modo que a existência dessas infra-estruturas marítimas e turísticas terão a possibilidade de serem utilizadas na sua máxima força se se resolver o problema crucial que a UCID desde sempre colocou na casa parlamentar, relativamente à criação de melhores condições operacionais do Aeroporto Internacional Cesária Évora.

“A UCID considera que o facto do ministro da Cultura e do Mar vir dizer de forma clara e objectiva que as instituições do Estado com responsabilidades na matéria, devem resolver de forma urgente o problema do aeroporto Cesária Évora, é motivo de alegria pois trata-se de um posicionamento de um membro do Governo, que vem juntar a sua voz à dos deputados da UCID que durante anos vêm exigindo que se cumpra com uma das exigências mais prementes da população de São Vicente”, apontou.

Perspectivou, neste contexto, que os serviços do estado com responsabilidade na matéria encontrem todas a soluções técnicas necessárias capaz de equacionar de vez o problema e que se reduza ao máximo as limitações operacionais nocturnas de que vem padecendo o aeroporto da “diva dos pés descalços”, permitindo que os voos privados e comerciais possam ser realizados a qualquer hora do dia na ilha de São Vicente.

Defendeu, por outro lado, a aposta nos recursos humanos do sector marítimo tem que ser encarada como desafio maior do sector da economia azul, tendo referido que de nada valerá a pena falar deste sector, se não se apostar fortemente na preparação dos quadros importantíssimos que possam garantir o ganho desta parcela da economia nacional.

Alertou ainda ao Governo para a resolução definitiva da situação dos marinheiros nacionais no que toca à idade de reforma e defendeu a necessidade de criação de condições dos marinheiros que sulcam os mares internacionais e mobilização de parcerias internacionais para que os marinheiros cabo-verdianos possam usufruir da protecção social.

Por seu turno, a deputado do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) Josina Fortes, em reacção à declaração política da UCID, afirmou que São Vicente está abandonado e que a ilha não tem merecido a devida atenção do Governo.

Questionou neste sentido ao Governo sobre quais as políticas que tem para promover a indústria em São Vicente, e implementação do ordenamento do Porto Grande, acrescentando que a ilha deve ser pensada em larga escala e que para isso tem que se dar vazão aos transportes marítimos e aéreos.

“É pouco sério não tratarmos dossiês se continuarmos aqui a falar que a culpa é do PAICV, do MpD ou de quem esteve no Governo. O meu apelo para São Vicente, os deputados eleitos para São Vicente é de unirmos, a nossa ilha precisa e merece”, declarou.

Por sua vez, o líder da bancada do Movimento para a Democracia (MpD –poder), João Gomes, na sua intervenção, enalteceu a declaração política que, a seu ver, chama a atenção para questões “muito importantes” para São Vicente.

“Eu quero agradecer o facto de reconhecer explicitamente no seu texto que de facto está a se nascer projectos em São Vicente e que o senhor e todos nós estamos convencidos que quando estiveram a produzir efeitos vão levar desenvolvimento a nossa querida ilha de São Vicente e que faz esses discursos está a reconhecer que de facto este Governo está a trabalhar”, declarou.

Estranhou, no entanto, a intervenção da deputada do PAICV relativamente ao abandono do Lazareto pelo actual Governo, uma vez que, sustentou, este projecto foi ignorado pelo PAICV quando assumiu o poder em 2001.

CM/ZS

Inforpress/Fim.

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