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UCID diz que custos de produção, principalmente de energia e água, têm causado dificuldades às empresas

Cidade da Praia, 29 Mar (Inforpress) – A União Cabo-Verdiana Independente e Democrática (UCID, oposição) criticou hoje no Parlamento os custos de produção, principalmente de energia e água que, como refere, têm dificultado as empresas e impedido a criação de mais empresas nas ilhas.

O deputado João Luís a quem coube fazer a declaração política da UCID, no período de Questões Gerais, afirmou que um dos maiores entraves na atracção do investimento privado e na promoção da competitividade das empresas advém dos excessivos custos de contexto até ainda existentes em Cabo Verde.

Tais custos, acrescentou, têm origem na “ausência de políticas públicas”, nos “preços distorcidos” e nos “serviços deficientes” que os operadores económicos “têm de aceitar para iniciarem ou manterem o seu negócio”.

Conforme João Luís, mesmo com a injeção de cerca de 18 % de energias renováveis na rede pública de transporte e distribuição de energia, não se consegue sentir ainda “o abaixamento” destes preços.

“O Governo não pode continuar à espera que aconteça algum milagre, possibilitando desta forma o abaixamento dos custos dos factores de produção, mas sim agir por forma que haja outras tecnologias capazes de baratear estes mesmos custos”, realçou, defendendo que a redução dos custos da energia e da água em 30 % deve ser um dos objectivos a ser assumido pelo país, para fazer a economia crescer de forma robusta. e que crie postos de trabalho.

Segundo o deputado da UCID a burocracia é outro fenómeno até ainda bem visível na administração pública e que “engrossa o pacote dos custos de contexto”, criando “muitas dificuldades” no licenciamento “dos grandes investidores”, pelo que defendeu que lá onde se justificar, com projectos rentáveis e úteis à economia nacional, “o Governo não deve ficar indiferente, deitando mão das ferramentas existentes para fazer a economia funcionar”.

Outro entrave, na ótica deste partido da oposição, é o transporte aéreo, essencialmente a regularidade e os custos das passagens. “Infelizmente, até ainda, os custos são considerados proibitivos, tanto doméstico como internacional o que vem dificultando uma maior mobilidade dos cidadãos nas ilhas e para o exterior”, afiançou dando como exemplo a retirada do voo internacional da campainha nacional, de São Vicente para Europa, facto que tem criado “muitas dificuldades aos empresários da ilha e da zona norte do país”.

Na sua intervenção, João Luís pediu ainda ao Governo que mande averiguar “urgentemente” as razões que impedem algumas companhias aéreas de operar de forma normal e porque é que o combustível Jet A1 no Aeroporto Internacional Cesária Évora (AICE) “é o dobro do preço relativamente aos outros aeroportos do país”.

Ao usar da palavra, o deputado Luís Carlos Silva, do Movimento para a Democracia (MpD, poder), concordou com a declaração política da UCID, mas afirmou que parte desses custos de contextos derivam da condição do país de pequeno estado insular, fragmentado em ilhas, e outra parte se deve aos outros custos de contexto que derivam do “modelo da organização política e económica do país centralizador” que “castrou o processo de desenvolvimento do país”.

“O Governo relativamente ao transporte já implementou uma profunda agenda de transformação e neste momento já temos o transporte marítimo com o serviço público concessionado e o transporte aéreo com a TACV privatizada, e estamos a lançar o hub”, explicou Luís Carlos Silva.

Quem também concordou com a UCID foi o eleito nacional do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição), Julião Varela. Para este deputado transcorridos esses anos de governação do MpD não se nota nenhuma medida para atenuar o problema do custo de contexto que põe em causa a competitividade das empresas e da economia Nacional.

“O Governo tem como mexer nos custos de energia, água, combustíveis porque recebe uma taxa sobre esses custos. Havendo boa-vontade do Governo e querendo aliviar o custo das empresas pode intervir neste sentido”, afiançou Julião Varela.

CD/FP

Inforpress/Fim

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