UCID dá “benefício da dúvida” ao Governo sobre medida de isentar cidadãos da União Europeia e do Reino Unido de vistos

 

Mindelo, 18 Abr (Inforpress) – O presidente da UCID concedeu hoje o “benefício da dúvida” ao Governo sobre a medida de isentar cidadãos da União Europeia e do Reino Unido de vistos de entrada em Cabo Verde, já no mês de Maio.

António Monteiro, líder União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID, oposição), em conferência de imprensa, no Mindelo, sustentou que, por enquanto, não deve “penalizar o Governo” com esta tomada de posição, apesar de entender que a verba “que se vai perder” com os vistos – “cerca de 1.8 milhões de contos” – “fará muita falta “ao país.

A UCID, acrescentou a mesma fonte, entende que a questão da isenção de vistos se trata de uma “medida secundária”, já que o partido foca em assuntos “mais importantes” para o povo que são, nomeou, a criação de emprego, o bem-estar social e o crescimento da economia.

“Se o Governo entende que esta medida abre um leque maior para atracção de mais turistas e mais investidores e possibilita uma moeda de troca daquilo que é pretensão deste Governo, a possibilidade de os cabo-verdianos poderem emigrar para a Europa sem exigência de vistos”, lançou António Monteiro, então, precisou, é uma medida “sensata e boa” para o país.

Todavia, o líder da UCID disse esperar que o Governo “esteja realmente a defender os interesses dos cabo-verdianos” e que, quando a UCID pressionar para a criação de condições para o melhoramento de vida dos cabo-verdianos não venha o executivo acenar com a falta de recursos financeiros.

No entanto, para a UCID, o Governo “falhou na comunicação” ao pôr na prática uma medida “sem dar os esclarecimentos necessários” não só aos cabo-verdianos, mas também, “ao que parece”, ao próprio Presidente da República.

“Trata-se de um erro crasso e o Governo deve tirar ilações deste acto para haver sintonia e não ruídos que possam prejudicar os objectivos que o país poderia ganhar”, acrescentou.

Finalmente, para a UCID, “não se deve ficar apenas pelos vistos e aumento do número de turistas” pois, apontou António Monteiro, há outras medidas a tomar nomeadamente em relação aos transportes e qualidade do serviço prestado no sector do turismo.

AA/ZS

Inforpress/Fim

 

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