UCID apela ao Governo a minimizar a situação por que passa a população do Porto Novo (Santo Antão)

Cidade da Praia, 12 Abr (Inforpress) – A situação por que está a passar a população de Porto Novo (Santo Antão), afectada por falta de água, foi tema de uma declaração política da UCID que pede “intervenção” do Governo para minimizar o problema.

Segundo a deputada Dora Oriana Pires, eleita nas listas da União Cabo-verdiana, Independente e Democrática (oposição) pelo círculo de S. Vicente, apelou ao Governo a “minimizar a situação” dos habitantes do Porto Novo.

“A reacção das autoridades tem sido extremamente lenta, enquanto as pessoas continuam a sofrer por falta de recursos para melhorarem a condição de vida” enfatizou a parlamentar, acrescentando que existem situações em que criadores de gado “passam mais de dois meses para conseguirem um camião de água para os seus animais”.

De acordo com Dora Oriana Pires, a água comercializada pela câmara municipal local nos chafarizes “fica cara”, pelo que a UCID entende que a disponibilização de mais meios de transporte “poderá ser benéfico” para os referidos criadores de gado.

Lamenta, ainda, o facto de muitos criadores de gado estarem a vender os seus animais a “preços baixíssimos”, o que, diz a deputada, tem complicado ainda mais a vida dos criadores.

Na localidade de Pascoal Alves, no dizer da UCID, a situação dos moradores é “extremamente grave” e, por isso, pede uma “intervenção urgente” da parte das autoridades.

Denunciou, por outro lado, a situação de pessoas que trabalharam 15 dias durante o mês de Janeiro e, até hoje (12 de Abril) ainda não receberam o seu salário, “piorando ainda mais” a precária situação desses cidadãos, realçou.

O deputado do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV-oposição), Odailson Bandeira, também eleito por Santo Antão, corroborou a intervenção da parlamentar da UCID para dizer que os problemas do Porto Novo “são sérios”.

Por sua vez, Damião Medina, do Movimento para a Democracia (MpD-poder) reconhece as dificuldades da população do Porto Novo, mas entende que estas “podiam ser diminuídas”, caso durante os 15 anos de governação do PAICV tivesse sido “implementadas políticas integradas de mobilização da água” para garantir este precioso líquido àquela população.

Anunciou que a edilidade portonovense já tem em curso, em parceria com o Governo, um programa municipal para “diminuir as dificuldades existentes” e que para o efeito já assinou com o executivo um programa no valor de 36 mil contos “para garantir emprego”.

Aproveitando a declaração política da UCID, João Baptista Pereira (PAICV) lembrou que o desemprego em São Salvador do Mundo (interior de Santiago) se deve à “desvalorização das barragens” por parte do Governo, no caso concreto da de Faveta, que, segundo ele, tem, neste momento, água que não está a ser aproveitada.

Para Emanuel Barbosa (MpD), o Governo “não desvaloriza as barragens”, mas que estas têm que ser integradas, pois, “por si só não servem”.

LC/FP

Inforpress/Fim

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