UCID admite que TACV foi mal gerida mas que não é por causa disto que um país deve perder a sua empresa

 

Cidade da Praia, 31 Mai (Inforpress) – O presidente da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID – oposição), António Monteiro, lamentou hoje que a TACV tenha sido “mal gerida”, mas que não é por causa disto que um país “deve perder a sua empresa.

O deputado eleito pelas listas da UCID fez estas declarações durante o debate parlamentar sobre os Transportes Aéreos de Cabo Verde, assunto esse agendado e pedido do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV-oposição).

“Entendemos que o Governo tinha que tomar uma decisão sobre os TACV, mas aquilo que tomou, para nós, é uma má opção”, indicou António Monteiro.

No passado 23, o ministro da Economia e Emprego, José da Silva Gonçalves, anunciou que a 01 de Junho um dos dois aviões ATR da companhia deixará de operar e que a 01 de Agosto a TACV deixará de fazer voos domésticos, passando esta responsabilidade para a Binter Cabo Verde.

Segundo Monteiro, em 2015 as linhas internacionais da TACV representaram um “prejuízo” que rondou os três milhões de contos, enquanto ao nível nacional foi de um milhão e 97 mil contos.

“Porquê é que o Governo não abre a mão, de imediato, do internacional e abre a mão do nacional, quando se sabe que o grande peso vinha do internacional?”, perguntou o líder dos democratas-cristãos, apontando que a solução devia ser separar a TACV em duas empresas: TACV Internacional e TACV Doméstica.

Conforme notou, a linha interna, caso seja bem gerida tem possibilidades de render um “bom negócio” para o país.

“O Governo foi para a opção mais fácil, abrindo mão (do doméstico) para depois, no internacional, procurar parceiros que deem garantias ou que estejam interessados”, sublinhou.

LC/CP

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos