UCCLA: As cidades vão ter que dar resposta a situações que anteriormente eram dadas pelo Estado – secretário-geral (c/áudio)

Lisboa, 10 Mai (Inforpress) – O secretário-geral da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), Vitor Ramalho, alertou pelo facto de, futuramente, as cidades terem que dar respostas a situações que anteriormente eram da responsabilidade do Estado.

Em declarações à Inforpress, em Lisboa, o responsável pela associação internacional intermunicipal frisou que dentro de escassos anos, as cidades vão ser os “centros mais importantes” da população mundial, ou seja, “a atractividade das cidades é de tal maneira impressionante, que entre 70 e 80% da população mundial vai viver nas cidades”.

“As cidades vão ter, no futuro, que dar resposta a situações que anteriormente eram dadas pelos Estados, nomeadamente a nível da educação, das escolas, da electrificação e, inclusivamente, dos programas alimentares”, frisou, sublinhando que toda essa situação vai fazer com que, instituições como a UCCLA, “sejam absolutamente vitais”.

Para Vitor Ramalho, a UCCLA deve ter, e cada vez mais, um papel em termos de reforço, com financiamentos por parte da União Europeia, da cooperação e com verbas próprias da ajuda aos países ACP (África, Caraíbas e Pacífico).

“A União Europeia está a olhar, cada vez mais, para a importância das cidades e para o que elas vão representar no futuro e instituições como a nossa pode alavancar candidaturas que favoreçam essas cidades integradas em países ACP”, explicou.

Por outro lado, o secretário-geral considerou que há toda uma componente cultural, porque as culturas das regiões integrantes da UCCLA têm uma “expressão mundial muito relevante”, exemplificando com a morna de Cabo Verde e o fado de Portugal, ambos géneros musicais Património Mundial da Humanidade, e o próprio samba, que é resultado do cruzamento culturas.

Em relação aos projectos para as associadas da UCCLA, Vitor Ramalho apontou Encontro dos Escritores de Língua Portuguesa que acontece na Cidade da Praia, Cabo Verde, nos dias 06, 07 e 08 de Outubro e o Mercado de Língua Portuguesa, marcado para os dias 27, 28 e 29 de Maio, em Cascais, Portugal.

Também apontou o Fórum dos Economistas de Língua Portuguesa, que teve a única edição em 201, resultando na criação da associação, esteve para ter a primeira iniciativa em Cabo Verde, mas por causa da pandemia da pandemia da covid-19, não aconteceu, mas garantiu que está a ser organizado para breve.

Cultura, bibliotecas e apoio com livros, particularmente para as crianças, o combate a literacia e a protecção civil são outras áreas de intervenções da UCCLA.

Ainda em relação aos projectos, arrancou no dia 01 de Maio e com uma duração de 36 meses, o projecto “Parceria para o Reforço da Governação Urbana, Inclusão Social e Promoção do Empreendedorismo em Díli, Timor-Leste”, entre as cidades de Lisboa e de Díli, coordenado pela UCCLA.

O mesmo é uma acção inserida no Programa da Comissão Europeia “Autoridades Locais: Parcerias para cidades sustentáveis”, com a finalidade de fortalecer as autoridades locais pela promoção da cooperação descentralizada, envolvendo autoridades locais de países europeus parceiros, em sintonia com a Agenda para o Desenvolvimento Sustentável 2030.

De acordo com informações avançadas pela UCCLA, o projecto pretende promover o desenvolvimento urbano integrado, sustentável e inclusivo de Díli, através do reforço da gestão e da prestação de serviços municipais de mobilidade urbana acessíveis, empreendedorismo, emprego e planeamento urbano, em conformidade com os requisitos da modernização administrativa.

DR/CP

Inforpress/Fim

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