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Turismo inclusivo deve atingir todas pessoas e bairros – presidente ATS

Cidade da Praia, 16 Mai (Inforpress) – O presidente da Associação do Turismo de Santiago (ATS), Eugénio Inocêncio, disse hoje que Cabo Verde tem todas as condições para oferecer o turismo inclusivo, mas sublinhou que o mesma deve atingir todas as pessoas e bairros.

As constatações foram feitas, na Cidade da Praia, antes de o responsável intervir no painel “Por um turismo que chegue as comunidades – estratégias a serem adoptadas”, no âmbito de uma conversa aberta sobre turismo comunitário, promovida pela Associação Comunitária Amigos de Safende (ACAS).

“O turismo inclusivo deve atingir todas as pessoas de modo a tirarem todo o proveito da oportunidade que lhes passa pela porta”, defendeu, realçando que Cabo Verde tem todas as condições para oferecer este tipo de turismo, sendo que dispõe de uma “cultura singular” com traço “muito forte” na forma de estar e de relacionar com as pessoas, com a natureza, com outros povos e cultura além de ter as suas manifestações culturais.

Para que essa inclusão seja ampla, sublinhou que é preciso concertar esforços para tornar possível as oportunidades existentes, sobretudo nos bairros da capital e nos municípios rurais, de modo a tirar partido do turismo sem que a pessoa tenha a necessidade de emigrar para os grandes centros urbanos.

“Isso é importante para as pessoas, mas também para o país porque se for feita de forma diferente podemos correr o risco de ter uma desestruturação do ponto de vista social das comunidades que nos dias de hoje com maior ou menor grau são harmoniosas”, precisou, frisando que é preciso garantir que não haja movimentos demográficos súbitos uma vez que poderão fazer com que em algumas partes do país tenha um número exagerado de pessoas e noutras zonas haja falta.

Por seu turno, o guia turístico e activista social da ilha de São Vicente, Alveno Soares, que irá falar sobre o “Turismo comunitário – transformar o belo da comunidade em oportunidades de rendimento e emprego”, realçou a ideia de que o turismo comunitário é uma forma de rendimento, mas também de interacção entre os turistas com os moradores da comunidade e os projectos ali existentes.

Este tipo de turismo, adiantou, poderá ser ainda uma grande vantagem e ferramenta para geração de rendimento nos bairros, mas sobretudo para tirar o estigma de uma comunidade segregada.

“A ideia do turismo comunitário é tentar encontrar as potencialidades nas comunidades e dar “up” mostrar que nós não somos apenas uma sociedade pobre que tem problemas a nível de saneamento, luz, e de água, mas que temos artistas, artesãos e uma gastronomia de qualidade”, assegurou o guia turístico, sublinhando que o objectivo não é vender pobreza, mas transformar o belo e aquilo que existe como potencialidade nas comunidades.

A Associação Comunitária Amigos de Safende (ACAS) é uma instituição não-governamental que tem por objectivo promover o desenvolvimento comunitário, o empoderamento da população de Safende, através de serviços que englobam actividades educacionais, formativas, desportivas culturais, assistência a pessoas mais vulneráveis promovendo assim a integração social, desenvolvimento comunitário e fomento da cultura de paz e de solidariedade no bairro.

O encontro contou com a participação de jovens do bairro de Safende.

AV/AA

Inforpress/Fim

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