Turismo de cruzeiro: Sem infra-estruturas adequadas ficamos onde estamos ou regredimos – presidente da Enapor

Mindelo, 30 Mar (Inforpress) – O PCA da empresa dos Portos de Cabo Verde (Enapor) considerou esta quinta-feira, ao intervir na mesa-redonda Turismo urbano, cultural e náutico, que hoje se iniciou no Mindelo, que se Cabo Verde não investir seriamente na infra-estruturação para acolher o turismo de cruzeiro, o país fica onde está ou regride.

Jorge Maurício indicou que os números relativos à entrada de navios de cruzeiro e de turistas são ainda incipientes, mas que o mercado nacional “já tem um potencial”.

O presidente da Enapor referiu que em 2016 entraram pelos portos do arquipélago 77 mil passageiros, projectando que este número suba para 200 mil no horizonte 2030.

Para tanto, lembrou Jorge Maurício, “é hora de decisão”, “ou evoluímos para etapa de qualidade, ou então estagnamos”, afirmou.

O gestor indicou que os procedimentos no Porto Grande de São Vicente, por exemplo, já não coadunam com os tempos modernos, com o turismo de cruzeiro.

Jorge Maurício referia-se concretamente à mistura de tráfego no porto, onde se podem encontrar turistas à mistura com pescado, cimento…

Ainda assim, indicou que Cabo Verde já aparece no mapa como “destino de cruzeiros”, se bem que longe ainda das posições de Caraíbas, das Canárias ou da Madeira, por exemplo, que já ultrapassa a cifra dos 300 mil passageiros por ano.

O responsável dissertava sobre “Terminal de cruzeiros e o impacto do turismo de cruzeiros nas cidades”, apontando ser já tempo de elas perceberem tratar-se de matéria que lhes dizem respeito directamente.

“Elas (as cidades) devem assumir definitivamente esta responsabilidade”, asseverou Jorge Maurício, que ela não é apenas do “outro”, “dos Governos”.

O dirigente da Enapor anunciou que nos próximos dias a empresa irá lançar o concurso para reordenamento da área terrestre do Porto Grande, enquadrado num projecto que prevê, designadamente, a edificação de uma vila turística e de um centro de congressos para negócios, todos dentro da área portuária.

Mas falta pôr de pé a “engenharia financeira”, concluiu Jorge Maurício.

AT/FP

Inforpress/Fim

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