Trump recebe hoje Presidente palestiniano na Casa Branca

 

Washington, 03 Mai (Inforpress) – O Presidente norte-americano, Donald Trump, recebe hoje na Casa Branca o Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, para tentar relançar as negociações de paz no Médio Oriente.

Os dois líderes deverão debater as opções para a pacificação das relações entre Palestina e Israel, o que, após o alívio inicial por ter sido convidado, causa a Abbas preocupações com a eventualidade de ter de dizer ‘não’ a Trump numa questão fundamental logo no primeiro encontro de ambos.

Os palestinianos temem que Trump peça a Abbas para pôr termo aos pedidos de indemnização para palestinianos mortos ou encarcerados no contexto do conflito com Israel.

Os israelitas argumentam que tais pagamentos recompensam terroristas, mas pôr-lhes fim parece insustentável numa altura de enorme apoio popular palestiniano a uma greve de fome de prisioneiros mantidos por Israel.

Uma relação sólida com os Estados Unidos está no centro da estratégia de Mahmud Abbas para a criação de um Estado palestiniano na Cisjordânia, na Faixa de Gaza e em Jerusalém Oriental, territórios ocupados por Israel em 1967.

O líder palestiniano, de 82 anos, tem-se mantido fiel à sua abordagem apesar de repetidos fracassos em negociações com Israel organizadas pelos Estados Unidos e de crescentes dúvidas sobre se uma partilha do território continua a ser uma possibilidade, à medida que os colonatos israelitas avançam cada vez mais em território ocupado.

A perda de acesso a Washington tornou-se uma perspectiva terrível para Abbas depois de Trump ter ignorado os palestinianos no início da sua presidência, parecendo colocar-se ao lado dos israelitas em questões fundamentais.

Ser afastado pelos Estados Unidos minaria o que resta da legitimidade política de Abbas, numa altura em que as sondagens mostram que dois terços dos palestinianos querem que ele se demita.

O líder palestiniano encontra-se no poder desde 2005, e a hipótese de novas eleições tem sido afastada em parte devido à rivalidade com o grupo radical islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza.

Lusa/fim

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