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Tribunal do Trabalho recusa pedido de impugnação da eleição da secretária-geral da UNTC-CS

Cidade da Praia, 17 Ago (Inforpress) – O Tribunal de Trabalho considerou que apesar das irregularidades no processo eleitoral, a eleição de Joaquina Almeida para o cargo de secretária-geral da UNTC-CS, durante o VII congresso realizado em Novembro de 2016, foi legítima.

A informação foi avançada em conferência de imprensa proferida por Joaquina Almeida, convocada para reagir à sentença proclamada no dia 28 de Julho, em que o tribunal recusou o pedido de impugnação das eleições interposto pelo candidato vencido Aníbal Borges.

“O tribunal decidiu pela não invalidação da eleição, na qual a minha equipa foi eleita com 73 votos contra 52 da lista adversária. Pesando factos e argumentos, o meritíssimo juiz do Tribunal de Trabalho ditou a sua sentença com elementos mais do que suficientes para verificar a sua concordância com a lei e com os princípios fundamentais da justiça”, disse Joaquina Almeida que se congratula com decisão.

Conforme adiantou, essa sentença veio legitimar, reconfirmar e aumentar todas as condições de estabilidade, legitimidade e representativa de todos os órgãos da União Nacional dos Trabalhadores Cabo-verdianos – Central Sindical (UNTC-CS), junto dos sindicatos filiados, do Governo, dos parceiros sociais e instituições internacionais.

Entretanto, adiantou que o tribunal considerou que houve algumas irregularidades no processo eleitoral, mas sem ferir os estatutos da organização sindical, isto é que tais irregularidades pouco ou nada influenciaram no resultado final.

Joaquina lembra que durante os 40 anos de existência da UNTC-CS a central sindical sempre se acomodou a lista única, apoiada por uma maioria silenciosa que nunca questionou, nunca exprimiu a sua visão diferente, embora houvesse.

“A nossa eleição foi a segunda eleição realizada com bases democráticas e concorrências. Hoje a UNTC-CS é uma organização democrática, participativa e aberta ao diálogo, atenta às diferenças de opiniões e de interesses dos seus membros”, garantiu.

A sindicalista espera que essa sentença venha pôr um ponto final nas quizilas que têm marcado a central sindical nos últimos tempos, que, admite, tem fragilizado a organização.

Neste sentido adianta que a direcção que preside vai da continuidade ao trabalho que tem vindo a realizar para envolver e unir mais os sindicatos filiados.

“Vamos continuar a ouvir com atenção e consideração a voz de todos para juntos identificarmos os problemas reais da nossa central sindical, dos sindicatos, dos sindicalistas e sobretudo os trabalhadores cabo-verdianos”, sustentou.

Recorde-se que depois de Aníbal Borges ter perdido as eleições afirmou publicamente que possuía provas que houve “irregularidades” que teriam viciado a eleição da nova secretária geral da União Nacional dos Trabalhadores de Cabo Verde – Central Sindical, facto que o levou apresentar a impugnação da eleição.

MJB/ZS

Inforpress/Fim

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