Três cientistas cabo-verdianos distinguidos com prémios científicos

Cidade da Praia, 05 Out (Inforpres) – Denílson Varela, Yara Rodrigues e Ani Pereira são os jovens cientistas cabo-verdianos que venceram a primeira edição dos Prémios Científicos 2022, que segundo os galardoados, servirão de estímulo para continuarem a dedicar-se a esta que é uma área “muito exigente”.

Dos Prémios Científicos 2022, Denílson recebeu o galardão Cabo Verde Global Scientific Prize (GSP), a Ani Pereira o prémio Cabo Verde Prize for Girls and Women in ICT (PGW), e a Yara Rodrigues recebeu o prémio Cabo Verde Prize for Young Scientists (PYS).

O valor global de cada um dos prémios é de 1.500.000$00 (um milhão e quinhentos mil escudos), com a seguinte afetação: o rendimento de propriedade intelectual é de 500.000$00 (quinhentos mil escudos); igual valor (500.000$00) para a promoção e divulgação dos resultados do projeto em Cabo Verde; e a terceira parcela (500.000$00) será reservada para a internacionalização do trabalho premiado.

Denílson Varela explicou à imprensa que o seu estudo se baseou no impacto das alterações climáticas nas espécies endémicas em Cabo verde, considerando vários cenários de alterações climáticas e como isto afecta Cabo Verde que é um País “frágil ecologicamente” devido, sobretudo, a sua pouca cobertura vegetal e pouca precipitação.

O referido estudo, segundo o mesmo, pode ser um contributo para um novo plano estratégico do País no que se refere à conservação e valorização das espécies endémicas em Cabo Verde.

“Este prémio incentiva jovens cientistas a primarem pela excelência e a nunca desistirem e ver que realmente ser cientista compensa, e é um estímulo que recebemos, uma vez que dedicamos muito esforço e não é fácil fazer ciência”, sublinhou Denílson Varela.

Por sua vez, Ani Pereira, engenheira informática, avançou que desenvolveu um trabalho de cibersegurança sobre infraestruturas portuguesas, um estudo “exaustivo do quão expostos” os sistemas críticos para o funcionamento de Portugal se encontravam na internet pública abertos a possibilidades de utilizadores maliciosos interagirem.

O estudo, frisou, pode e deve ser aplicado em Cabo Verde, uma vez que, salientou, observa Cabo Verde como um grande hub africando e internacional, pelo que o arquipélago, segundo disse, precisa ter sistemas seguros para que os países possam investir em tecnologia nas ilhas.

“Durante o meu doutoramento estudei como é que os organismos integram formações mais complexas ao longo do período de desenvolvimento de formações com a temperatura, variação da temperatura, infecções e como é que isto se reflete no final. Isto é extremamente importante porque depois podemos agregar essas informações a conceitos maiores como o das mudanças climáticas”, disse por seu lado, a bióloga Yara Rodrigues.

Para Yara Rodrigues, o prémio é importante para a ciência de Cabo Verde, sublinhando que os cientistas têm um longo trabalho pela frente, mas terão que ser “bastante positivos”.

TC/JMV

Inforpress/Fim

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