Três anos/Governo: Acção do Governo tem aspectos positivos e negativos – agricultores

Ribeira Grande, 24 Abr (Inforpress) – O presidente da Associação dos Agricultores e Produtores Agro-industriais do concelho da Ribeira Grande, António Carente Pires, considera que a acção do Governo, nestes três anos, tem aspectos positivos e negativos.

António Carente destaca, como algo positivo, o trabalho desenvolvido no âmbito da valorização do grogue com o incremento da fiscalização mediante a instalação de técnicos do IGAE na ilha de Santo Antão mas, adianta, “isso não é suficiente” porque, adianta Carente, a ilha precisava “de um corpo de fiscalização mais activo e quase que permanente”.

Nota positiva também para a relação com as Associações Comunitárias de Desenvolvimento que este Governo tem vindo a implementar e que António Carente considera “muito conveniente” porque, conforme explicou, as associações tinham deixado de cumprir o seu papel como promotores do desenvolvimento local e assumiram-se como “associações políticas”.

Por isso acha correcta a acção do actual Governo que, em seu entender, tomou medidas para travar a transferência de dinheiro directamente para as associações, já que agora as verbas destinadas a essas associações passam pelas câmaras municipais.

“Acho isso favorável porque quem foi eleito para executar são as câmaras municipais”, disse António Carente, reclamando, contudo, algum reconhecimento às associações que prestam serviços de relevo social que não foram contemplados com financiamento por parte do Governo, como é o caso da AMIPAUL, “que não foi contemplado como se fez na ilha de Santiago com outras associações”, disse Carente.

“Em termos agrícolas nós, no concelho da Ribeira Grande, estamos totalmente chateados com o actual Governo”, disse António Carente Pires explicando que “não há, nestes três anos, um projecto de marca no concelho da Ribeira Grande”, na área da agricultura.

No entender daquele dirigente associativo foram só os financiamentos no âmbito da recuperação dos prejuízos provocados pelas chuvas de 2016, mas “vindo do Orçamento de Estado” os investimentos no concelho da Ribeira Grande são quase nulos”.

HF/AA

Inforpress/Fim

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