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Trabalhadores do sector de Saneamento e da oficina mecânica da Câmara Municipal da Praia partem para greve de dois dias

Cidade da Praia, 14 Abr (Inforpress) – Os trabalhadores de Saneamento e da oficina mecânica da Câmara Municipal da Praia iniciaram hoje uma greve de dois dias, reivindicando os seus direitos salariais e melhores condições de segurança no trabalho, segundo o SIACSA.

À imprensa, o vice-presidente do Sindicato da Indústria Geral Alimentação Construção Civil e Afins (Siacsa), Davidson Lima, esclareceu que a reivindicação não tem nada a ver com os partidos políticos e que a relação laboral é com a Câmara da Praia, reiterando que a intenção é fazer com que a autarquia cumpra as suas obrigações enquanto empregador.

Segundo este sindicalista, em causa está o incumprimento dos vários acordos celebrados, sendo o Plano, Cargo, Carreira e Salário (PCCS) dos funcionários um dos pontos “mais pressionados” à Câmara Municipal da Praia, publicados no Boletim Oficial em meados de 2013.

No último acordo celebrado com a gestão anterior, assegurou, ficou em falta apenas a aplicação do orçamento, e no último encontro com a nova vereação, a mesma alegou que não têm nenhum documento referente ao PCCS, o que classificou de uma “tristeza”.

Este responsável disse ainda que são “várias” as situações “graves” que acontecem na Câmara Municipal da Praia, das quais os trabalhadores estão sendo sujeitos, tendo ressaltado a “discriminação” no seio dos trabalhadores.

“Um trabalhador com 20 anos de serviço não tem INPS, é uma situação grave, trabalhadores afectos ao serviço de risco não têm subsídios de risco”, indicou Davidson Lima, acrescentando que os trabalhadores de saneamento têm laborado sem “nenhuma condição” e sem kits de protecção contra covid-19.

“Há ausência de álcool gel no local de trabalho, são os trabalhadores que estão a comprar as suas máscaras”, revelou, afiançando que há falta de sensibilidade dos responsáveis e que há necessidade de lançarem um olhar na resolução destes problemas.

Para o sindicalista esta é uma situação que deve ser resolvida de “imediato”, visto que tudo aquilo que põe em causa a saúde dos trabalhadores é “crime”.

Reiterou ainda que entregaram o acordo ao novo presidente da Câmara Municipal e que ele se comprometeu em cumprir todas estas reivindicações, só que o mesmo “faz descaso do assunto” e não indica a data do cumprimento do acordo e que a câmara está “muda” e “surda”.

Segundo o mesmo, o orçamento da autarquia não contempla nenhum direito dos trabalhadores, contudo irão continuar na “luta” até fazerem valer os direitos dos trabalhadores.

Segundo o sindicato, o primeiro dia da greve contou com cerca de 60% de adesão dos trabalhadores e a greve prolonga-se até amanhã, 15.

TC/JMV
Inforpress/Fim

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