Trabalhadores do sector de água da Electra exigem esclarecimento sobre situação laboral na transição para AdS

 

Cidade da Praia, 26 Jun (Inforpress) – Setenta e quatro trabalhadores do sector de água da Electra protestaram na tarde de hoje à frente da sede da empresa, na Cidade da Praia, exigindo esclarecimentos sobre a situação laboral na nova empresa Águas de Santiago (AdS).

Em causa está, segundo declarações à Inforpress do secretário permanente do Sindicato da Indústria, Serviços, Comércio, Agricultura e Pesca (SISCAP), Joaquim Tavares, a “indecisão” e a “sonegação e secretismo” de informações “por parte da Electra e do Governo” aos trabalhadores.

Os trabalhadores, afirmou Joaquim Tavares, estão inquietos, pois já está sendo anunciando a desafectação do sector de água e saneamento da Electra e a abertura da AdS, a partir de 01 de Julho, sem que, contudo, tenham “qualquer informação” sobre a sua situação laboral.

“A nossa decisão em fazer este protesto vem na sequência do silencio, após muitas reuniões solicitadas ao presidente do Conselho Administrativo da Electra para que nos informasse sobre qual o número de trabalhadores que vai passar par a AdS, para a câmara e quem fica na Electra”, disse.

Atendendo a este silêncio e ao facto de o presidente do conselho de administração da Electra, alegadamente ter dito que “não sabe informar nada antes que saia o diploma que vai regular todas as medidas”, os trabalhadores, sustentou o sindicalista, resolveram avançar com o protesto.

Ainda segundo o secretário permanente da SISCAP, enquanto a AdS indica que 26 trabalhadores, no horizonte dos 74, vão para a instituição, o responsável da Electra diz que só 18 estão no processo de transição.

“Não podemos continuar com essa indeterminação já que estamos a menos de uma semana da abertura da AdS na Praia. Para além disso, temos de saber se os trabalhadores que vão ser transitados com todos os direitos adquiridos pelos anos de serviços que possuem pelo acordo colectivo de trabalho”, questionou.

O sindicalista assevera, ainda, que nesta situação encontram-se pessoas com mais de 30 anos de serviço, outros que já estão com idade limite de reforma, e outros que começaram há pouco anos.

Mesmo nesta indefinição, Joaquim Tavares explicou que 18 trabalhadores já assinaram um contracto com a AdS, que, no seu ponto de vista, não respeita os procedimentos legais.

Questionado sobre o porque dos 18 terem assinado o contrato, o sindicalista avançou ter a ver com “medo” de ficarem sem trabalho.

Adianta ainda que os trabalhadores dos municípios passaram para o AdS sem assinar um contrato de cedência de trabalhadores provisório, razão que o leva a não entender o que se está a fazer com os trabalhadores da Electra.

“A nossa posição é para que não assinem o contracto até que se conheça o diploma legislativo que regula todas as medidas. Se não houver respostas as nossas questões, já accionamos um advogado e vamos recorrer ao tribunal”, concluiu.

Para Lola os 18 anos de trabalho que teve na Electra “merecem mais respeito” dos responsáveis e governantes deste país.

“Vamos lutar para que os nossos direitos não sejam violados”, disse a  funcionário da Electra.

O técnico do sector da água Manuel Monteiro considerou, por seu lado, que todos necessitam saber do seu destino para poderem saber como agir.

O protesto dos trabalhadores de sector de água, saneamento e distribuição, em frente à Electra, S.A., em Chã d`Areia, na Cidade da Praia, tinham como objectivo exigir da empresa esclarecimentos detalhados, relativamente ao processo de desafectação da Electra do referido sector.

PC/AA

Inforpress/Fim

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