Trabalhadores do INE indignados com atraso na publicação do PCCS ameaçam com manifestações e greves

Cidade da Praia, 30 Dez (Inforpress) – Os trabalhadores do INE e o sindicato que os representa estão indignados com os atrasos na aprovação e publicação do PCCS e ameaçam com manifestações e greves, caso o documento não for publicado até quinta-feira, 31 de Dezembro.

Em conferência de imprensa hoje na cidade da Praia, o presidente do Sindicato de Industria, Serviços, Comércio, Agricultura e Pesca (SISCAP), Eliseu Tavares, que esteve acompanhado do delegado sindical no Instituto Nacional de Estatística (INE), adiantou que a situação arrasta desde 2012, quando estava em falta ainda a aprovação dos Estatutos do INE.

O sindicalista lembrou que durante vários anos houve várias negociações e vários compromissos assumidos e não cumpridos, pelo que considera que já não há espaços para mais diálogos.

O que os novos estatutos do INE, publicados a 07 de Janeiro de 2020, impõem é que os instrumentos de gestão dos recursos humanos do INE, entre os quais o Plano de Cargos Carreira e Salários (PCCS), deviam ter sido aprovados no prazo de três meses a contar da sua entrada em vigor, o que não aconteceu.

Eliseu Tavares salientou que ao longo dos anos de 2019 e 2020, o SISCAP, directamente e através dos delegados sindicais do INE, sempre manteve um diálogo colaborativo e construtivo com o conselho de administração de forma a que o processo tivesse sucesso a bem da paz laboral no INE onde trabalham cerca de 70 pessoas.

Já em Setembro, prosseguiu, o sindicato reuniu-se com o Governo, através da secretária de Estado para a Modernização Administrativa e logo com o conselho de administração do INE, onde foi reforçado o compromisso de ser aprovado um novo PCCS até ao final do ano.

“Faltando dois dias para o término deste ano, tal ainda não aconteceu, o que está a causar uma enorme frustração no seio dos colaboradores. Fomos parceiros e promovemos o diálogo ao longo desses anos para sermos brindados com esta desilusão”, lamentou.

As últimas tentativas de ter informações objectivas e credíveis em relação ao processo têm resultado em “respostas lacônicas” tanto do conselho de Administração do INE, como da parte secretária de Estado e o próprio vice-primeiro-ministro, pessoa, que segundo o sindicalista assumiu “taxativamente de frontalmente” com os colaboradores a aprovação desses instrumentos.

“Face ao compromisso assumido, os colaboradores esperam e desejam que o Governo mande publicar entre hoje e amanhã o novo PCCS. Caso as expectativas não forem satisfeitas logo no início de 2021 iremos avançar com formas de lutas sindicais nomeadamente manifestações e greves para fazer valer os interesses laborais”, ameaçou.

O presidente do SISCAP lembrou que o INE é uma das instituições públicas de Cabo Verde mais e melhor referenciadas no contexto nacional e contexto internacional, fruto da competência e do trabalho abnegado do seu colectivo, pelo que defende que essa credibilidade e notoriedade da instituição deve ter respaldo também na vida dos trabalhadores.

Admite que a pandemia podia ter atrasado um pouco o processo, mas não da forma como aconteceu. Por outro lado, adianta que tem informações da parte da administração do INE de que a questão financeira não se põe nesse aspecto.

MJB/ZS

Inforpress/fim

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