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Timor-Leste/Cheias: Dois bebés morreram em Díli em zonas afectadas pelas cheias – ONU

Díli, 29 Abr (Inforpress) – Dois bebés que residiam na zona de Tasi Tolu, oeste de Díli, uma das mais afectadas pelas cheias de 04 de Abril, morreram nos últimos dias devido a diarreia e infecção respiratória aguda, segundo um relatório das Nações Unidas.

A informação está referida num relatório de actualização da resposta às cheias preparado pelo gabinete do residente coordenador das Nações Unidas em Díli, Timor-Leste, e que detalha o que tem sido feito pelo Governo, parceiros internacionais e comunidade.

“Nos dias 27 e 28 de Abril, dois bebés (de quatro e oito meses) morreram devido ao que se suspeita seja diarreia e infecção respiratória aguda na zona de Masilidun, Tasi Tolu”, refere o relatório enviado à Lusa.

“A equipa de reacção rápida do Ministério da Saúde está a realizar uma investigação incluindo testes laboratoriais à qualidade da água nas zonas afectadas”, refere.

O relatório considera urgente que sejam tomadas medidas de prevenção de infecções respiratórias agudas, de doenças transmitidas pela água, doenças transmitidas por vectores (em particular dengue) e doenças cutâneas.

É ainda urgente, considera, “prevenir a propagação da covid-19 em locais de acolhimento e entre pessoas deslocadas temporariamente” e, devido à repor o ‘stock’ de medicamentos e consumíveis perdidos devido às cheias.

O relatório refere que, globalmente, os parceiros de desenvolvimento, tanto a nível bilateral como multilateral, comprometeram já 10,5 milhões de dólares (8,65 milhões de euros), com o Governo a reforçar, através de um orçamento rectificativo, os fundos disponíveis para responder aos efeitos da calamidade.

Dados actualizados indicam que as cheias provocaram 31 mortos e 10 desaparecidos e afectaram 31.337 famílias em todo o país, com quase 4.000 pessoas ainda em centros temporários de acolhimento.

Mais de 2.160 hectares de zonas agrícolas foram afectados em vários pontos do país, nota o documento.

Entre as principais carências, o relatório destaca a questão da segurança alimentar das populações, especialmente as mais vulneráveis, e a falta de condições de água, saneamento e higiene.

Os transportes limitados para o enclave de Oecusse estão também a fazer aumentar as carências de alguns bens e a fazer aumentar os preços, com as cercas sanitárias a condicionar o fornecimento de bens a vários outros pontos do país.

No que toca à nutrição, o relatório manifesta alguma preocupação pela oferta às populações afectadas de substitutos de leite materno, comidas processadas e com elevado conteúdo de açúcar, sal e gordura.

O sector educativo também sentiu um impacto significativo devido às cheias, ainda que o balanço detalhado dos danos causados esteja ainda a ser preparado, refere a ONU, que destaca não haver ainda financiamento para essa recuperação.

Inforpress/Lusa

Fim

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