Terceiro Festival Internacional de Teatro do Atlântico “TEARTI” arranca hoje na Praia

Cidade da Praia, 18 Out (Inforpress) – A terceira edição do Festival Internacional de Teatro do Atlântico “TEARTI” arranca hoje à noite na Praia com a participação de grupos de seis países, informou hoje à Inforpress o presidente da Companhia de Teatro “Fladu Fla”.

Sabino Baessa avançou que nesta edição, além de Cabo Verde, participam grupos de Portugal (Companhia de Teatro de Sintra), de Marrocos (Les Amies des Siene), do Brasil (Núcleo Experimental em Movimento), de Angola (TIC TAC) e da Guiné-Bissau.

De Cabo Verde, o projecto Chiquinho de São Nicolau vai estar a representar os grupos das ilhas do Norte, enquanto “Os Trapalhões”, da Brava, representa os grupos das ilhas do Sul.

Da Cidade da Praia estarão presente a Companhia de Teatro “Fladu Fla”, Enigma e Raiz di Polon.

Ao contrário dos anos anteriores em que o público teve oportunidade de assistir duas peças no mesmo dia, este ano a organização entendeu reduzir o número de peças, para um por dia, visto que o módulo anterior sacrificava muito a organização e a plateia.

“Chegamos a conclusão que é preferível reduzir os números de grupos mantendo a qualidade do que ter muitos grupos e ficar com uma programação pesada”, explicou Sabino Baessa.

A organização pretende nas próximas edições descentralizar o festival para outros municípios para dar mais visibilidade ao trabalho feito pelos grupos do país e do estrangeiro.

Ainda, indicou, a ideia é usar os grupos internacionais para sensibilizar a comunidade para o papel que o teatro tem no processo de desenvolvimento humano e do país.

O festival arranca por volta das 18:00 na rua pedonal com uma recriação histórica da “Recepção do antigo governador Artur Marinha de Campos a Cidade da Praia em 1910”. A seguir, o grupo Fladu Fla sob o placo no Cinema do Platô para encenar a peça “Fronta ka so agu ku lumi”.

De acordo com a programação, para sábado, 19, o grupo Les Amies des Siene entra em cena com a peça “Friwihat”, no domingo, o projecto Chiquinho de São Nicolau apresenta “Como quem ouve uma melodia muito triste”.

No dia 21, “Os Trapalhões” da Brava apresenta “António, boka garrafa”, na terça-feira é a vez do grupo Enigma levar o “Era uma Vez os Palhaços Signos”.

Na quarta-feira, 23, o grupo “Núcleo em Movimento”, do Brasil, estreia com “Tempo P’ra Dizer”, no Centro Cultural Português da Praia, e cede espaço para o grupo de Portugal “Companhia de Teatro de Sintra” para apresentar, no dia seguinte, a peça “Na Solidão dos Campos de Algodão”.

O grupo Raiz di Polon leva “Coração de Lava” ao cinema do Platô no dia 25 e no dia 26, em representação de Angola, o grupo Tic Tac apresenta “Firmino Roboteiro”.

A nível da promoção infantil, Sabino Baessa informou que estão previstos quatro espetáculos: “A roça do pé da letra”, “Fla Lobu ku Xibinhu”, “Estoria”, “Blimund” para as crianças do Polo Educativo São Pedro e do Polo Educativo de Terra Branca.

O festival, segundo informou, reserva espaço para oficinas de teatro sobre “corpo como instrumento da comunicação (corpo, voz e mente)” a ser ministrado pelo grupo do Brasil nos Liceu de São Felipe, Calabaceira, Regina Silva e Achada Grande Frente.

A “Interpretação”, pelo grupo de Marrocos, e a “Manipulação de objectos e noção geral dos componentes de uma peça de teatro: dramaturgia figurinos, cenografia, sonoplastia, iluminação, encenação e produção”, pelo grupo de Portugal, são outros módulos da oficina.

AM/CP
Inforpress/Fim

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