Técnicos de laboratório de engenharia civil da CPLP debatem construção sustentável em Bissau

Bissau, 30 Nov (Inforpress) – Os técnicos de laboratórios de engenharia civil da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) estão reunidos em Bissau para debater a forma de apoiar os Estados na construção de obras sustentáveis e que possam ajudar a economia circular.

Em declarações à Lusa, o diretor-geral do Laboratório de Engenharia da Guiné-Bissau (Legui), Saliu Soares Cassamá, manifestou-se “honrado e feliz” porque a Guiné-Bissau conseguiu juntar “técnicos de laboratórios de outros países irmãos lusófonos”.

O encontro de Bissau, iniciado na segunda-feira e que vai decorrer até sexta-feira, junta diretores-gerais de laboratórios de engenharia civil de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e Portugal.

Timor-Leste fez-se representar pelo diretor-geral das Obras Públicas.

O diretor-geral do Legui revelou que o encontro vai permitir analisar de que forma os laboratórios poderão contribuir para apoiar os países a adotarem políticas públicas que favoreçam “construções sustentáveis”.

No caso da Guiné-Bissau, Saliu Soares Cassamá apontou que o Legui vai passar a participar “de forma ativa” no processo de conceção, execução e fiscalização de obras públicas, nomeadamente estradas.

A Guiné-Bissau tem em curso, neste momento, obras de construção ou de reparação de vários troços rodoviários na capital, Bissau, e nalguns pontos do interior do país.

“É importante que o Legui participe em todo o processo, sobretudo na escolha, análise e aprovação de materiais a serem utilizados, por exemplo, na construção de estradas”, defendeu Saliu Soares Cassamá.

O diretor-geral do Legui disse que, desde 2017, que a instituição passou a ter capacidade de análise científica de materiais de construção a partir do apoio recebido do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) de Portugal.

Além de apoio material laboratorial, Soares Cassamá assinalou que a instituição guineense tem vindo a beneficiar da formação dos seus quadros em Bissau e em Lisboa.

O diretor-geral do Legui apontou como desafio ajudar o país a “construir com sustentabilidade”.

A 33.ª reunião dos responsáveis de laboratórios de engenharia civil de países lusófonos é, para Eduardo Fortunato, do LNEC, “também uma oportunidade” para que as instituições possam “traçar caminhos de como apoiar os Estados na boa governação, através de construção de obras de qualidade, com garantias de sustentabilidade”.

O responsável português assinalou ser “fundamental” que as obras públicas não coloquem em causa os recursos naturais e que ainda favoreçam a economia circular, disse.

Inforpress/Lusa

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