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Técnicos da luta antivectorial das delegacias de saúde do país participam de estudo sobre vigilância entomológica

Cidade da Praia, 22 Nov (Inforpress) – O Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) realiza, de 22 a 26 deste mês, um encontro de capacitação dos técnicos nacionais da luta antivectorial com o objectivo de realizar o Estudo Piloto sobre a Vigilância Entomológica em Cabo Verde.

Em declarações aos jornalistas, o coordenador do projecto do Estudo Piloto sobre a Vigilância Entomológica em Cabo Verde, Adilson de Pina, destacou que o objectivo é recolher os dados entomológicos para determinar a abundância, distribuição de espécies, o perfil de resistência a insecticidas dos vectores na Praia.

“Este projecto consiste basicamente no estudo piloto que vamos desenvolver para melhor compreender os nossos mosquitos, nomeadamente o mosquito do paludismo, sabendo que Cabo Verde já está numa fase avançada da eliminação do paludismo. Há três anos que não temos casos de paludismo local”, esclareceu.

Segundo Adilson de Pina, o projecto surge no âmbito da investigação que tem de ser feito para comprovar que de facto o país deixou de ter casos autóctones de paludismo, e essa vigilância entomológica será sobretudo para desenvolver estudos no terreno sobre os mosquitos e os meios de combate, uma vez que os mosquitos têm a capacidade de resistência aos insecticidas.

“Vamos realizar pesquisas, para de facto compreendermos melhor o comportamento dos nossos mosquitos, se temos mosquitos ou não, se esses mosquitos são capazes de transmitir o paludismo e qual o comportamento desses mosquitos em relação aos insecticidas que nós utilizamos no país, se os insecticidas são confiáveis e eficazes na luta contra esses mosquitos”, explicou.

O coordenador do projecto adiantou que várias são as frentes de combate, desde o diagnóstico da doença, o tratamento e seguimento em si, a questão de sensibilização da população, mas também os trabalhos para que os mosquitos vectores não estejam em quantidade suficiente para transmitir a doença no país.

O estudo, com a duração de uma semana, é realizado em parceria com a London School e conta com a participação de técnicos dos concelhos da Praia, de Santa Cruz, Santa Catarina e Ribeira Grande de Santiago. Conta igualmente com a participação de estudantes universitário e técnicos da Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Senegal.

“É um projecto de colaboração internacional, temos aqui The London School of Hygiene & Tropical Medicine do Reino Unido, temos a Universidade Cheikh Anta Diop de Dakar e a universidade de Gâmbia”, exemplificou, acrescentando que o projecto em si é financiado pela Grand Challengers Research Fund Networking Grant da Royal Society UK, e acaba por ser integrado dentro de outros grandes projectos de investigação no país.

Durante o encontro serão abordados temas como o comportamento dos mosquitos, a questão da sensibilidade em relação aos insecticidas, a questão das melhores armadilhas para capturar os mosquitos, a questão de como manter esses mosquitos em reservatórios e outros temas ligados à investigação, controlo e luta contra os mosquitos.

“Vamos debruçar na manutenção de colónia de mosquitos em reservatórios, como sabemos é uma modalidade que não se faz aqui em Cabo Verde. Vamos pesquisar os meios artificiais para alimentar esses mosquitos com sangue, vamos ver algumas técnicas artificiais para fazer isso porque nós não temos a biotério, que é a utilização de animais para pesquisas, vamos utilizar esta técnica”, indicou.

Adilson de Pina adiantou ainda que a meta é que até 2023 o país esteja certificado como livre do paludismo, referindo que, desde 2017, com a última epidemia o país reformulou e reforçou as competências na luta contra o paludismo, e que, desde 2018, o país não tem casos locais.

Avançou também que Cabo Verde está no processo de elaboração de documentos e vai passar por um “processo muito pesado” de auditoria, bem como de avaliação para que de facto possam comprovar realmente os zeros casos. “Os dados a nível local comprovam que os trabalhos estão a ser feitos e que não temos casos locais de paludismo”, reiterou.

Adilson de Pina avançou ainda que, neste momento, o arquipélago está a elaborar um relatório global com todas as informações e historial da doença, que vai passar para o processo de avaliação, pelos experts da OMS, e no final pensa-se que, até 2023, o país venha a ser declarado livre do paludismo.

ES/ZS

Inforpress/Fim 

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