Tearti- Organização com expectativa “bastante elevada” quanto à adesão do público à sexta edição do Festival

Cidade da Praia, 18 Out (Inforpress)- O director artístico da Companhia de Teatro “Fladu Fla” manifestou hoje expectativa “bastante elevada” quanto à adesão do público ao Festival do Teatro do Atlântico, que hoje se inicia na Praia, tendo em conta a procura pelos bilhetes.

Sabino Baessa fez estas considerações à Inforpress, no âmbito do arranque, hoje, do Festival do Teatro do Atlântico-Tearti, que se prolonga até o dia 23, envolvendo nove espetáculos, sendo seis estreias.

O evento, que conta com a participação de quatro países estrangeiros – Brasil, Portugal, Angola e Marrocos – este ano está com dias reduzidos, ao contrário dos anos anteriores, que costuma terminar no dia 26, devido a limitação financeira.

Na estreia do espetáculo, no Centro Cultural Português, na Cidade da Praia, o público vai poder “deliciar-se”, segundo a Companhia de Teatro Flado Fla, a organizadora deste Festival, com a peça “Inquietação Revolução”, prémio nacional da dramaturgia – 2021/2022, apresentada pelo Grupo do Centro Cultural Português do Mindelo.

“Pela procura de bilhete temos expectativa bastante elevada, e estamos a contar com a plateia cheia, a lotação já está praticamente esgotada para a estreia de hoje, esperamos que o público venha se deliciar com a semana do teatro do atlântico, nesta sexta edição”, perspectivou.

O programa segue no dia 19, com o lançamento do livro “Inquietação Revolução”, no qual a peça de estreia foi baseada, no Centro Cultural Português, e apresentação da peça “Minis de 2000”, no Auditório Nacional.

Na quinta-feira, será apresentada “Parto Rosa”, por uma actriz angolana, e na sexta-feira, “Indé”, uma interpretação baseada na primeira palavra que a criança aprende quando se inicia a fala, apresentada pela Companhia de Teatro de Sintra/Portugal, seguido da peça de dramaturgo Ano Nobo, “Fiticera de língua”.

Já no sábado, o Palácio da Cultura Ildo Lobo será palco da apresentação de “Nhanha Bongolon” e “Vovó Oda”. O encerramento, no domingo, contará com uma estreia, uma peça do Brasil, mas, resultado de uma investigação entre mulheres da Baía, Achada Grande e Angola.

Sob o lema” Contra Mar e Vento”, o festival pretende chamar a atenção da sociedade, porque na óptica do director artístico do Fladu Fla ainda não tem a noção do poder de transformação social que o teatro tem.

“Então, no fundo o investimento no teatro tem estado a ser visto como uma perda de dinheiro, o que é ao contrário, porque um estudioso do teatro latino americano disse que o verdadeiro teatro é aquele que é o reflexo da sociedade, e ao mesmo tempo, catalisador da transformação social daquela sociedade”, advertiu.

Neste sentido, para Sabino Baessa, investir no teatro é investir na transformação social e na evolução humana.

O responsável acredita que estão num bom caminho, já que contam com parceria oficializada do Ministério da Cultura, da Câmara Municipal da Praia e do Centro Cultural Português da Praia.

Entretanto, afirmou que precisam de investimentos vindos de mais empresas privadas, pedindo às mesmas que apoiem eventos do tipo, adquirindo bilhetes para os seus colaboradores, ao mesmo tempo que estariam a investir na saúde e motivação dos seus funcionários.

ET/JMV
Inforpress/Fim

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