Taxa de inflação homóloga do IPC no mês de Julho de 2017 situou-se em 1,5% – INE

 

Cidade da Praia, 14 Ago (Inforpress) – A taxa de variação homóloga registada pelo Índice de Preço no Consumidor (IPC), no mês de Julho de 2017, passou de 1,7% para 1,5%, valor inferior ao registado no mês anterior, em 0,2 pontos percentuais (p.p.).

De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados hoje, o indicador de inflação subjacente (índice total excluindo energia e produtos alimentares não transformados) registou uma variação homóloga de 1,2%, taxa idêntica à do mês anterior.

Dados do INE confirmam também que a variação mensal do IPC foi 0,0% (0,1% no mês anterior e 0,2% em Julho de 2016), valor inferior ao registado no mês anterior, em 0,1 p.p.

A variação média dos últimos 12 meses registou uma taxa de -0,2%, valor superior em 0,3 p.p. ao registado no mês anterior, confirma o INE.

A taxa de variação homóloga do IPC passou de 1,7% em junho para 1,5% em Julho de 2017, reflectindo sobretudo a aceleração dos preços das classes das rendas de habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis (+4,6%), da saúde (+2,9%), das bebidas alcoólicas e tabaco (+2,5%), do vestuário e calçado (+2,0%), do ensino (+1,9%), e dos bens e serviços diversos (+1,9%).

Por outro lado, a classe dos hotéis, restaurantes, cafés e similares (-1,0%), registou variação negativa, informa o INE.

“As contribuições negativas verificadas foram largamente suplantadas pelas contribuições positivas, resultando na variação homóloga positiva observada para o IPC total nacional”, diz o INE.

Durante o período em analise verificou-se também que as classes das “rendas de habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis”, do “vestuário e calçado”, dos “produtos alimentares e bebidas não alcoólicas” e dos “bens e serviços diversos” contribuíram com cerca de 91% para a formação da taxa de variação homóloga do IPC total nacional.

As classes com maior contributo positivo para a taxa de variação mensal foram as dos transportes (+1,5%), dos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas (+0,4%), das bebidas alcoólicas e tabaco (+0,1%) e da saúde (+0,1%).

As classes do lazer, recreação e cultura (-0,2%), dos bens e serviços diversos (-0,4%), dos acessórios, equipamento doméstico e manutenção corrente da habitação (-0,5%), das rendas de habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis (-0,7%), dos hotéis, restaurantes, cafés e similares (-1,5%) e dos vestuário e calçado (-1,6%), contribuíram com valores negativos mais relevantes.

O INE constatou ainda que as principais subidas de preços registadas pelo IPC observaram-se nos subgrupos transporte aéreos de passageiros, produtos hortícolas, incluindo batata e outros tubérculos, pequenos aparelhos domésticos elétricos, café, chá e cacau.

As principais descidas de preços ocorreram nos subgrupos: Combustíveis e lubrificantes, combustíveis líquidos, gás e frutos.

A nível regional, registaram-se variação mensal positiva em São Vicente e Santo Antão de ambas 0,5%, e negativa em Santiago (-0,3%), revelam os dados do INE.

JL/CP

Inforpress/Fim

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