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Taxa de inflação homóloga do IPC fixou-se em 1,6% em Setembro de 2017 – INE

Cidade da Praia, 13 Out (Inforpress) – A taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) fixou-se em 1,6%, taxa idêntica à registada no mês anterior, tendo o indicador de inflação subjacente registado uma variação de 1,2%, taxa superior em 0,2 pontos percentuais.

Os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam que a taxa de variação homóloga do IPC fixou-se em 1,6% em Setembro último reflectindo, sobretudo, na aceleração dos preços das classes das rendas de habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis (+5,5%), dos transportes (+3,1%), da saúde (+2,8%), do ensino (+2,0%), das bebidas alcoólicas e tabaco (+1,8%) e dos bens e serviços diversos (+1,7%).

Por outro lado, a classe dos acessórios, equipamento doméstico e manutenção corrente da habitação (-0,3%) registou variação homóloga negativa.

A variação mensal do IPC, conforme o INE, foi 0,1% (0,7% no mês anterior e 0,1% em Setembro de 2016), valor superior ao registado no mês anterior em 0,6 p.p. A variação média dos últimos 12 meses fixou-se em 0,4%, taxa superior em 0,3 p.p. à registada no mês anterior.

Verificou-se ainda, segundo a mesma fonte, que as classes das “rendas de habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis”, dos “transportes” e dos “produtos alimentares e bebidas não alcoólicas” contribuíram com cerca de 85% para a formação da taxa de variação homóloga do IPC total nacional.

A variação mensal do IPC foi 0,1% (0,7% no mês anterior e 0,1% em Setembro de 2016). As classes com maior variação mensal positiva foram as das rendas de habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis (+1,3%), dos transportes (+0,6%), do vestuário e calçado (+0,5%), do ensino (+0,5%), dos hotéis, restaurantes, cafés e similares (+0,4%) e da saúde (+0,2%).

Por outro lado, as classes dos acessórios, equipamento doméstico e manutenção corrente da habitação (-0,2%), e dos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas (-0,5%), registaram variações mensais negativas mais relevantes.

As principais subidas de preços registadas pelo IPC observaram-se nos subgrupos de gás – combustíveis líquidos, combustíveis e lubrificantes, produtos alimentares não especificados.

As principais descidas ocorreram nos subgrupos de peixe, produtos hortícolas, incluindo batata e outros tubérculos, açúcar, doces de fruta, produtos de confeitaria e outros produtos farmacêuticos.

A nível regional registou-se variação mensal positiva em Santiago (+0,2%), e negativa em São Vicente e Santo Antão de -0,3% e -0,2%, respectivamente.

Inforpress/Fim

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