Taxa de hipertensão em Cabo Verde situa-se nos 35%, revela Maria da Luz Lima

 

Cidade da Praia, 17 Mai (Inforpress) – A taxa de hipertensão arterial em Cabo Verde situa-se nos 35 por cento (%), sendo mais elevada no sexo feminino do que no masculino, revelou hoje a directora Nacional da Saúde, Maria da Luz Lima.

Maria da Luz Lima falava na cerimónia de abertura do seminário “Hipertensão e Doenças Cardiovasculares”, promovido pelo Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) no âmbito das comemorações do Dia Internacional da Hipertensão, que este ano se comemora sob o lema “Conhece os Teus Números”.

A responsável pelo sector da saúde que afirma que a taxa pode ser muito mais alta, isto porque muitas pessoas não revelam a doença, disse estar prevista para 2018 a elaboração de um inquérito de factores de riscos relacionados com doenças crónicas não transmissíveis, para se ter dados reais a nível do país.

“A nossa intenção é criar uma base de dados para fazer um mapeamento dos doentes hipertensos, nos diferentes bairros e comunidades, saber o factor de risco para que possamos ter uma abordagem mais dirigida à problemática”, realçou.

Esta resposta, sublinha, vem de encontro ao lema, que este ano incentiva os governos a conhecerem os números para poderem dar respostas adequadas à realidade e terem mecanismos de controlo de incidência da doença.

Neste caso, Cabo Verde, informa, está a finalizar um protocolo de seguimento do controlo do doente hipertenso que será apresentado, esta quinta-feira, no hospital Dr. Agostinho Neto, na Praia, visando a recolha de subsídios para a sua implementação.

O protocolo, alerta, deve ser adequado à realidade nacional, embora esta tenha de se basear nas evidências mundiais.

“Tudo isso, porque a hipertensão é um problema preocupante no país, pois, todos os dias são diagnosticados casos novos, e temos de descobrir os factores de risco que contribuem para esse aumento da doença e trabalhar a vertente prevenção”, disse.

Além de se trabalhar nos cuidados primários para se saber quantos doentes estão em tratamento, a ser seguidos, diagnosticados e controlados, a directora Nacional da Saúde é de opinião que o próprio doente deve responsabilizar-se pelo seu tratamento, fazendo exercício, caminhadas, ter hábitos saudáveis, reduzir o tabaco e a bebida alcoólica, e fazer a medicação recomendada.

E porque a hipertensão está entre as principais doenças não transmissíveis (DNT) em Cabo Verde, segundo o relatório de 2016 da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre as doenças não transmissíveis na Região Africana, Maria da Luz Lima apela aos cabo-verdianos a mudarem os seus hábitos, começando por dar luta ao sedentarismo e ao consumo excessivo de sal.

Ainda de acordo com o relatório de 2016 da OMS, Cabo Verde é o segundo país na região africana com maior prevalência de hipertensão arterial.

O Dia Mundial da Hipertensão é assinalado com o objectivo de fomentar a observação regular da pressão arterial na população e sensibilizar contra um flagelo que é o principal responsável pelo AVC (Acidente Vascular Cerebral).

PC/ZS

Inforpress/Fim

 

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