Tartaruga macho encontrada presa em cordas nas imediações do Porto da ilha do Maio

Porto Inglês, 22 Jun (Inforpress) – A Fundação Maio Biodiversidade resgatou hoje uma tartaruga macho com uma certa quantidade de corda que ingeriu e manifesta a sua preocupação em relação a proliferação de lixo no mar consumido por espécies marinhas.

Esta preocupação foi manifestada hoje pelo coordenador Jairson da Veiga, após terem resgatado uma tartaruga macho embrulhada numa corda que ingeriu, informando que da parte engolida uma certa quantidade saiu pela cloaca.

Jairson da Veiga disse ainda que após resgatarem o animal tentaram retirar a corda que se encontrava no interior daquele macho, mas infelizmente conseguiram retirar somente uma parte, com o peso de cerca de quatro quilogramas.

Acrescentou que não é a primeira vez que conseguiram resgatar tartaruga macho embrulhado em redes de pesca industrial, encontrado com linhas de pesca.

A ONG já realizou um estudo na ilha sobre o consumo de plástico por parte das tartarugas fêmeas e no universo utilizado cerca 70 por cento (%) das tartarugas tinham plástico no estômago, o que na sua opinião constitui uma “grande preocupação”, mas que torna ainda mais preocupante com o resgate feito ao macho.

Para Jairson da Veiga, o oceano é o pulmão e a maior fonte de rendimento no mundo, pelo que se torna “urgente” debruçar sobre a problemática da proliferação do lixo que vai parar ao mar.

A maioria é consumida pelas espécies marinhas, com destaque para as tartarugas, que muitas vezes confundem plástico ou cordas com alimento, o que na sua opinião é uma grande “ameaça” e está a colocar em risco a vida desta espécie.

Lembrou que quando as tartarugas consomem plástico, correm “um sério risco de contraírem hemorragia interna, porque o plástico fica preso no aparelho gastroenterite”, o que lhes impedes de fazer a sua alimentação de forma natural.

Por isso começa a desnutrir-se e ficar cada vez mais lento, além disso não conseguirá colocar ovos, assim sendo fica vulnerável ao seu predador, precisou, indicando que em relação ao macho terá problema para acasalar.

Apontou que é “mprescindível” chamar atenção das pessoas para o impacto que o lixo tem no ecossistema, salientando que em Cabo Verde a maior parte de água consumida é proveniente do mar, e que de acordo com estudo feito é possível encontrar mioplástico na água do mar.

Enfatizou ainda que a subpopulação da tartaruga carreta-carreta, que desova nas praias de Cabo Verde, alimenta-se na costa Este africana e com o que trazem na boca e no estômago demonstram que esta região estará “seriamente afectada”.

Por esta razão, admitiu a necessidade de haver uma parceria entre as ONG que desta região trabalham em prol da defesa das tartarugas, no sentido de encontrarem a melhor estratégia para trabalharem esta problemática.

WN/AA

Inforpress/Fim

 

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