Tarrafal/Santiago: Profissionais de saúde capacitados para a prevenção de doenças vectoriais

 

Tarrafal, 25 Ago (Inforpress) – Os profissionais de saúde da Região Sanitária de Santiago Norte (ilha de Santiago) estiveram reunidos durante dois dias no município do Tarrafal, para uma acção de formação subordinada ao tema “Educação sanitária e prevenção de arboviroses” promovido pela Direcção Nacional de Saúde, no âmbito do projecto BAD.

Segundo o director da Região Sanitária de Santiago Norte, João Baptista, esta acção que já aconteceu em todas as regiões do país, visa reforçar a capacidade desses profissionais em matéria de controlo vectorial, transmissão e prevenção dos arbovírus, e vai ainda no sentido de reforçar a abordagem dos técnicos nas intervenções contra o vírus zika e outras doenças transmitidas por vectores nas comunidades, apontou.

De acordo com este responsável, o país tem sido fustigado com vários casos de paludismo, dengue e zika, e a região de Santiago Norte tem contribuído para o aumento das estatísticas.

“Todo o município constitui risco, mas os mais críticos são Santa Catarina e Santa Cruz onde temos esporadicamente transmissão de paludismo e, na última epidemia de dengue foram registados 21 mil casos e Santiago Norte contribuiu com cerca de 9 mil casos”, disse.

Conforme explicou, com a entrada da época de chuva, em que há proliferação dos mosquitos, todos os centros de saúde da região estão preparados para fazer o diagnóstico precoce e para instituir tratamento e orientação aos doentes.

O enfermeiro Hélder Silva, um dos formandos entrevistado pela Inforpress, disse que agora têm a missão de replicar as informações adquiridas nesta formação, para os colegas do posto de saúde de Ribeira da Barca e para toda a comunidade.

Segundo Hélder Silva, doravante vão desenhar um plano de acção, porque trabalhar com doenças vectoriais “não é fácil”, pois, a comunidade tem demonstrado alguma resistência no combate aos focos dos mosquitos.

“É importante sensibilizar as pessoas de modo a abrirem as portas das suas casas para que possamos identificar a existência de larvas, porque muitas pessoas não sabem que o mosquito vem a partir dali. A nossa ideia é chamar atenção das pessoas para terem uma atitude activa na eliminação do mosquito”, sublinhou.

De acordo com os dados da Direcção Nacional da Saúde, nos últimos anos Cabo Verde registou duas epidemias por flavivírus.

A primeira foi em 2009, com a epidemia de dengue a registar mais de 21 mil casos suspeitos, e a segunda entre finais de 2015 e meados de 2016, na epidemia de Zika, com mais de 7.500 casos suspeitos.

Foi ainda diagnosticado 15 casos de microcefalia em bebés associados à infecção pelo vírus Zika e em 2016/17 foram notificados 121 casos suspeitos do vírus dengue.

AM/FP

Inforpress/Fim

 

 

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