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Tarrafal: Edil considera “falta de respeito” a forma como foi feita a apreensão da viatura afecta ao seu gabinete

Tarrafal, 22 Jul (Inforpress) – O presidente da Câmara Municipal do Tarrafal considerou hoje “falta de respeito” ao município a forma como o Tribunal da Comarca desse município do interior de Santiago fez a apreensão da viatura afecta ao seu gabinete.

José dos Reis fez esta declaração em conferência de imprensa para esclarecer o posicionamento da edilidade sobre a apreensão da viatura afecta ao Gabinete do Presidente da Câmara Municipal, que ocorreu no passado dia 20 de Julho por parte do Tribunal Judicial da Comarca do Tarrafal.

“Estando num Estado de direito democrático, tratando com assuntos que têm que ver com instância do Estado, devemos tratar qualquer questão com respeito e fineza. Temos no Tribunal da Comarca e na Polícia Nacional parceiros para que efectivamente juntos possamos trabalhar para a construção permanente deste município”, lamentou o autarca.

Conforme informou, o carro foi apreendido na localidade de Colhe Bicho, em “plena luz do dia”, tendo considerado a forma de apreensão “desnecessária” e uma “falta de respeito para com a autoridade municipal”.

José dos Reis explicou que quando foram informados da existência de uma dívida de 1.500 contos para com um suposto advogado, a sua equipa não encontrou nenhum documento oficial a nível da câmara e/ou contrato que espelhe a existência de prestação de serviço.

No entanto, assegurou que a edilidade, sob a sua gestão, tem assumido as dívidas da equipa anterior, mas, que não podem liquidar dívidas sem documentos comprovativos.

Aliás, em matéria de pagamento de dívidas e para com respeito com o próprio prestador de serviços, lembrou que a actual câmara já pagou 20 mil contos em dívidas, e reduziu o crédito descoberto da banca de 20 mil contos para nove mil contos.

O chefe do executivo municipal acrescentou ainda que estão a fazer o pagamento de salário de forma regular, a tempo e hora, e têm nove frentes de trabalho para permitir que a população, sobretudo os jovens, tenham acesso a rendimentos.

E tendo em conta, que segundo ele, a autarquia, no período a que se refere à hipotética dívida, contava com dois juristas, um deles efectivo e o outro em regime de avença, num contrato de 150 contos mensais, questionou: “Havia necessidade de a câmara contratar um outro jurista?”.

Já sobre a apreensão do veículo, José dos Reis perguntou se “havendo razão para a apreensão da viatura, teria que ser a do presidente da câmara”.

“O que aconteceu não humilha a câmara e nem o presidente, mas, apenas um sinal de que devemos fazer um trabalho diferente para a dignidade do próprio município e da própria Nação (…)”, disse prometendo avançar com um processo crime contra o funcionário judicial.

O edil desafiou a autoridade judicial local a fazer um trabalho com “mais disciplina, pedagogia e respeito mútuo” com as autoridades municipais, neste particular, a Câmara Municipal do Tarrrafal.

FM/CP

Inforpress/Fim 

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