Tarrafal: Deputados municipais divergem na apreciação de Contas de Gerência de 2016

 

Tarrafal, 24 Abr (Inforpress) – Os deputados na Assembleia Municipal do Tarrafal (Santiago) apreciaram hoje de forma diferente as Contas de Gerência de 2016, com o PAICV a alegar falta de esclarecimento, e o MpD a reconhecer, em contrapartida, o esforço despendido pela edilidade.

Durante a II sessão ordinária, que aconteceu na Escola Secundaria de Chão Bom, o líder da bancada do Partido Africano de Independência de Cabo Verde (PAICV – oposição), Ronaldo Cardoso disse que apreciam negativamente as contas em apreço, porque ainda precisam de mais esclarecimentos por parte da edilidade, uma vez que algumas contas “não batem certas”.

“Temos o caso do INPS onde é feito um desconto de 4 mil e tal contos, mas nas despesas em termos de pagamento é Zero, e isso não entendemos. Se formos fazer as contas entre a receita arrecadada e a despesa, resta um valor de 60 e tal mil contos, mas nas Contas de Gerência apresentam um valor de 25 mil contos. Queremos saber para onde foi o montante que não consta nas Conta de Gerência “, disse.

Entretanto, a bancada do Movimento para a Democracia (MpD – maioria) faz uma leitura positiva das Conta de Gerência de 2016, ressalvando que as mesmas traduzem a vida economia, financeira e patrimonial do concelho.

“Demonstram o esforço que a câmara fez durante 2016, no sentido de levar a um bom porto os objectivos traçados no plano de actividade proposto na altura. A nossa posição é positiva, porque a câmara demonstra que conseguiu com pouco recursos disponíveis (…) executar o seu plano”, referem.

O MpD ainda considerou que documento foi elaborado de acordo com os processos legais, respeitando o estatuto dos municípios, o Tribunal de Contas e a lei de Finanças Locais.

“Se a bancada do PAICV não sabe onde foi parar parte do recurso da receita, é porque não tem feito o seu trabalho de fiscalização”, sustentam.

No ano de 2016 a Câmara Municipal do Tarrafal arrecadou 360 mil contos de receitas, e segundo o autarca, José Soares, apesar de 2016 ter sido um ano de muitos condicionantes, com a realização de três eleições e a agravante de ter havido um mau ano agrícola, conseguiram mesmo assim atingir 70 por cento de realizações.

” É uma taxa boa, num ano em que contemplamos todas as zonas com frentes de trabalho, e que não foi por acaso que uma boa fatia do nosso orçamento foi para salários. Não arrecadamos aquilo que devíamos arrecadar devido a alguma deficiência na matéria de arrecadação de receitas”, disse.

Segundo disse, o foco da autarquia incide em continuar a aumentar receitas, fazer investimentos e continuar a apostar na requalificação urbana para garantir postos de emprego à população.

AM/FP

Inforpress/Fim

 

 

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