Tarifa de água no Fogo não permite concorrência com produtos das outras ilhas – edil Jorge Nogueira

São Filipe, 26 Abr (Inforpress) – A tarifa de água para agricultura não permite os produtores do Fogo concorrer com os de outras ilhas onde o preço de água é quatro vezes inferior, defendeu hoje o presidente da Câmara Municipal de São Filipe.

Jorge Nogueira, que falava na abertura da IX edição da feira agropecuária, a decorrer até domingo, em São Filipe, indicou que, ainda com a uniformização da água a 70 escudos metro cúbico, o preço é “altamente elevado” comparativamente com ilhas onde os agricultores pagam 15 escudos ou “não pagam absolutamente nada”.

O autarca advogou que a com redução do preço e aumento da disponibilidade da ilha, haverá mais e melhor produção agropecuária a nível do Fogo, que tem “grande potencial” neste domínio.

Para Jorge Nogueira é necessário acabar com a dependência das chuvas para a produção agrícola, observando que com o aumento da disponibilidade da água, haverá o aumento da produção.

É neste sentido que, observou, o Governo tem em curso um programa de execução de quatro furos de prospecção de água subterrânea, podendo ser alargado para oito, de modo a aumentar em sete vezes a disponibilidade em relação a quantidade que é fornecida actualmente.

“Aquilo que produzimos no sector agropecuária ainda é muito pouco se tivermos em conta as potencialidades que a ilha tem”, disse o autarca indicando que os produtos da ilha, pela sua qualidade e valor têm um mercado por explorar.

Para Jorge Nogueira, a realização da feira, que se insere no quadro das festividades do Município e da Bandeira de São Filipe e cujo lema é “Para sector agropecuário ser resiliente, valorizemos o que é nosso”, representa um momento de intercâmbio e troca de experiência entre os produtores visando o fomento e melhoramento da produção.

A feira tem por objectivo incentivar os produtores a melhorarem cada vez mais a sua actividade, reforçar a sensibilização da sociedade para a valorização dos produtos locais, facilitar o intercâmbio entre produtores, quebrar barreiras entre produtores e instituições, além de promover os produtos da ilha no seio da comunidade turística que se encontra de visita à ilha durante a quadra festiva.

O delegado do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA), Jaime Ledo, considera que a feira constitui não só um espaço de excelência para a exposição dos serviços e produtos da ilha, mas também para a troca de experiência entre os feirantes e o público visitante, assim como demonstrar a capacidade de resiliência enfrentada pelos dois anos de seca.

JR/CP

Inforpress/Fim

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