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TACV: AVdS acusa Governo de “negócios obscuros” e solicita explicações sobre mudança e aluguer de aviões velhos

 

Cidade da Praia, 29 Nov (Inforpress) – A Associação Voz di Santiago (AVdS) acusa o Governo de efetuar “negócios obscuros” no caso dos TACV e solicita explicações sobre mudança para a ilha do Sal e aluguer de aviões com mais de 28 anos a preços “proibitivos”.

Segundo o cidadão e presidente da Associação Voz di Santiago, Silvino Fernandes, em conferência de imprensa para falar dos TACV, o desmantelamento da companhia nacional, sem uma forma legal conhecida, para sede operacional na ilha do Sal, constitui para os santiaguenses um “regresso ao passado”, numa “injustificada afronta”.

Mais do que isso, indicou, os cabo-verdianos continuam vendo “sonegado” toda e qualquer informação relativa ao “negócio”, a que a associação pediu informações precisas e que passados 21 dias, ainda, não recebeu qualquer resposta.

E porque informações veiculadas pela comunicação social apontam como razão de transferência a capacidade da pista existente no aeroporto da Praia, a AVdS questiona todos os investimentos realizados, assim como a mudança dos aviões Boeing 757 que atravessam o atlântico todos os dias para o Boeing 767, que faz a ligação Praia/Providence sem qualquer problema.

Lembrou ainda que em relação aos Boeing 757, após alguns estudos, ficou provado da necessidade da sua mudança e foi indicado o Boeing 767 como o “mais vantajoso e menos custoso”, até para a segurança dos passageiros a que mais garantia dava.

Por isso, sublinhou, não compreendem que a Icelandair, a entidade contratada para gerir os TACV não foi ao mercado de aluguer fretar aviões B-767 por um preço inferior, ao invés de alugar a si própria, os Boeing 757 com mais de 28 anos e a um preço “muito superior” ao que os TACV alugavam.

“Como é que explica que houve, ou vai haver, uma renovação da frota, com aviões B-757 e cuja produção foi descontinuada desde 2004, em que a Icelandair, contratada para gerir os TACV, os aluga a si própria e a preços proibitivos?”, questionou.

Interrogou ainda ao Governo sobre onde fica os interesses de Cabo Verde e dos cabo-verdianos e sobre qual o valor deste negócio, assim como sobre que vantagens/ónus trás para o país.

Na sua declaração, a AVdS apoia-se nas estatísticas para apontar erros de negociação no que tange a viagens internas em que com as duas companhias, com concorrência, houve aumento substancial de trafego aéreo, na medida em que os preços de bilhetes eram competitivos e as pessoas passaram a viajar mais internamente, algo que já não acontece com o monopólio da Binter.

Questionado se existem interesses “obscuros” de grupos neste negócio, Silvino Fernandes avançou que é muito “difícil” haver interesse obscuros contra o povo cabo-verdiano e a própria Assembleia Nacional, mas admite que a realidade sobre o negócio convida a todos a ter “duvidas” sobre a realizada, especialmente, no que respeita à defesa dos interesses dos cabo-verdianos.

A AVdS é uma associação que se posiciona como parceiro dos poderes públicos, das organizações privadas e da sociedade civil, em tudo quanto diz respeito ao desenvolvimento de Santiago e de Cabo Verde em geral, e dela podem fazer parte todos os filhos e amigos de Santiago que queiram, “de uma forma coesa, organizada e sistematizada, trabalhar e apoiar o processo de desenvolvimento do país”.

PC/ZS

Inforpress/Fim

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