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Tabanca de Achada Santo António celebra Dia Mundial da Diversidade Cultural no coração do Platô

Cidade da Praia, 06 Jun. (Inforpress) – A Tabanca de Achada Santo António encerrou hoje a semana cultural alusiva ao Dia Mundial da Diversidade Cultural, com uma demonstração na Praça Alexandre de Albuquerque, no Platô, numa iniciativa da Comissão Nacional de Cabo Verde para a Unesco.

O responsável da Tabanca de Achada Santo António considerou em declarações à Inforpress “ser extremamente importante” a participação nesta manifestação cultural cabo-verdiana nas celebrações do Dia Mundial da Diversidade Cultural, porque “simboliza a valorização desta arte tradicional muito antiga e que precisa, cada vez mais, ser valorizada”.

Pedro João Carvalho disse que esta actuação no “coração da capital”, acção que era totalmente proibida no período colonial, é muito simbólica para a tabanca, alegando que o Platô se tornou a 5 de Julho de 1975, data da independência de Cabo Verde, um ponto da sua libertação e do País e que foi invadida pela tabanca em sinal de vitória.

A Tabanca de ASA está a renovar-se dia-a-dia, garantiu o responsável, ao mesmo tempo para alertar às autoridades nacionais “que com dois anos de paragem por causa dos efeitos da pandemia da covid-19 as coisas não têm sido nada fáceis”, mas afiançou que o grupo continua, ainda assim, renovado, dinâmico, e de viva saúde.

Já Carla Palavra, da Comissão Nacional de Cabo Verde para Unesco, traçou para a Inforpress, um balanço “muito positivo” de toda a actividade realizada no âmbito da celebração do Semana da Diversidade Cultural do Diálogo e do Desenvolvimento da Unesco, que se comemora anualmente a 21 de Maio, mas que este ano foi adiado face à situação pandémica da covid-19.

A realização de uma série de exposições de pintura e fotografia, espectáculos,”stands” de artesanatos e de gastronomia, “workshops” para expositores e actividades outras como cinema foram referenciados por Prado como actividades realizadas que envolveram cerca de 20 países, de várias comunidades presentes em Cabo Verde.

China, Cuba, Rússia, Brasil, Portugal, Guiné-Bissau e Senegal são alguns destes países que estiveram a representar as suas culturas, uma ofensiva da organização que primou por uma maior diversidade possível, envolvendo várias linguagens artísticas no Palácio da Cultura Ildo Lobo.

Carla Palavra enalteceu a total abertura, desde logo dos parceiros como a Alta Autoridade para a Emigração, um dos principais, o Palácio da Cultura, a Câmara Municipal da Praia, as embaixadas com representações diplomáticas e a Plataforma das Comunidades Emigradas em Cabo Verde, para a materialização deste projecto.

“Valeu a pena. Uma das intenções era criar esta plataforma para estes emigrantes, que são pequenos empreendedores quando falamos do artesanato ou mesmo da gastronomia. Então procuramos proporcionar aqui um espaço de troca de contacto da população da cidade com estas diversas culturas”. Explicitou.

Neste dia de encerramento, o Palácio da Cultura Ildo Lobo foi, ainda o palco de uma série de actividades alusivas à efeméride, como “workshops” sobre mecanismo de acesso ao microcrédito, conduzido pela Morabi, oficina de penteados africanos sob o orientação da bissau-guineense Joelma Gomes, e uma “Conversa Aberta” sobre a experiência de intercâmbio cultural

SR/ZS

Inforpress/Fim

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