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Santo Antão: Funcionários do hospital regional revoltados com atraso de quatro meses no pagamento de subsídios de “vela”
Santo Antão: Funcionários do hospital regional revoltados com atraso de quatro meses no pagamento de “velas” Ribeira Grande, 28 Jun (Inforpress)- Vários funcionários do Hospital Regional João Morais (HRJM)estão revoltados por estarem com quatro meses de atraso no pagamento dos serviços de velas (horas extras), situação que segundo os mesmos arrasta desde o mês de Março. Os funcionários que procuraram à Inforpress para fazerem a denúncia pediram anonimato por “medo” de “possíveis ameaças” que podem sofrer. No entanto, conforme os mesmos trata-se de uma situação que não é a primeira vez que acontece o que, segundo os mesmos tem “prejudicado muito” até para “honrarem” os seus compromissos assumidos com terceiros. Estes alegam que estão “cansados” de ir ao gabinete da administração do hospital que tem sempre a “mesma desculpa” que tudo “depende” dos serviços centrais do Ministério da Saúde na Cidade da Praia. “Já ameaçamos fazer greve, mas mesmo assim somos ignorados até porque o sindicato que nos representa também só tem dado “show off” e nada fez para nos ajudar a resolver esta questão” pontuou. Neste sentido, estes funcionários “exigem” do Ministério da Saúde a regularização do pagamento do subsídio de velas, o “mais breve possível”, sob pena de partirem para outra forma de luta para a defesa dos seus direitos. “É um direito nosso, trabalhamos para receber as nossas velas e não vamos deixar isso por isso mesmo” garantiu. Por sua vez, o administrador do HRJM, Aníbal Miranda confirmou o atraso de quatro meses de vela desses funcionários que segundo o mesmo são contratados pelo ministério da saúde. “Temos noção da situação desses funcionários, mas infelizmente não temos nenhum feedback do ministério da saúde para quando o pagamento desse subsídio” acentuou. Já o secretário do Sindicato Livres dos Trabalhadores de Santo Antão, Carlos Bartolomeu alegou que “desconhece” esse atraso no pagamento das velas desses funcionários, e que, da última vez que tomou conhecimento o mesmo “interveio” pontualidade. Entretanto, Carlos Bartolomeu disse que ficou “extremamente triste” como o comportamento e “ingratidão” desses funcionários, e esclareceu que o SLTSA não tem “interesse” em dar “show off”. “Das outras vezes com situações semelhantes o SLTSA tentou por diversas vezes dialogar com o ministro da saúde sobre a situação desses funcionários, mas igualmente aos outros ministros do Executivo eles não dialogam, por conseguinte não tivemos algum feedback” justificou. LFS Inforpress/Fim
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Tabaco mata cerca de 100 pessoas por ano em Cabo Verde – INSP

Cidade da Praia, 31 Mai (Inforpress) – O administrador executivo do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), Júlio Rodrigues, apontou hoje, na Cidade da Praia que, em média, morrem cerca de 100 pessoas devido ao consumo do tabaco.

“Mas estamos a falar das mortes conhecidas, porque têm cancro de garganta, de laringe e de pulmão, mas há muitas doenças crónicas não transmissíveis em que o tabaco é o factor de risco principal, por exemplo para as doenças cardiovasculares, para hipertensão arterial (…) “, clarificou Júlio Rodrigues.

O administrador executivo do INSP, que falava à imprensa à margem do seminário alusivo ao Dia Mundial sem Tabaco que se assinala hoje, avançou ainda que esta problemática comporta “três dimensões importantes”.

Primeira dimensão é a indústria do tabaco, indicou, frisando que há que abordar como esta indústria tenta convencer as pessoas a consumir o tabaco, bem como debruçar sobre as razões que levam as pessoas a consumir o tabaco, para que se possa então convencer, dando literacia necessária, conhecimento, mais a consciência à população de que o cigarro é prejudicial.

O terceiro ponto, assinalou, são as consequências do uso do tabaco e o seu impacto na saúde pública, que, segundo Júlio Rodrigues, divide-se em o impacto na saúde directamente das pessoas que consomem o tabaco, das pessoas que vivem à volta de quem consome e, também, o impacto no meio ambiente.

“Hoje sabe-se que a parte do cigarro que é descartado depois do uso  polui igual ou mais do que plásticos, uma vez que demora muito tempo no meio ambiente e outros animais vão consumindo aquele produto, além da poluição directa (…)”, sublinhou.

O administrador executivo do INSP observou ainda que o tabaco por um lado tem a nicotina que causa a dependência e por outro o consumidor se expõe a todo o produto cancerígeno nele presente.

“Quando olhamos os relatórios, dizem que Cabo Verde está numa posição muito vantajosa em relação aos outros países em termos da magnitude da prevalência do consumo em si, mas, nós não ficamos satisfeitos enquanto existir uma pessoa que consome e que morre devido ao consumo de tabaco”, informou.

Segundo Júlio Rodrigues, os estudos de 2012 sobre a prevalência do tabaco na população geral e também entre os jovens e os adolescentes estudantes mostram uma prevalência em torno de 8/10 a 12%.

O foco principal, conforme mencionou, são as razões das pessoas fumarem, em que a maioria diz que consome porque tem um amigo que consome ou porque cresceu numa família que tem um membro da família que consome.

“Há dados que mostram que o primeiro contacto com o tabaco é muito precoce, sendo de 8 a 9 anos”, referiu, salientando que o INSP tem vindo a desenvolver muitas acções para promover a saúde e resolver estes problemas junto de outras entidades competentes.

Por seu lado, a presidente do INSP, Maria da Luz Lima, avançou que em Cabo Verde 10% a 12% da população têm hábitos tabágicos, daí que, frisou, se trata de um “problema importante” de saúde pública.

“É um problema muito grave de saúde pública que tem muitos impactos, nomeadamente económicos, sociais e na família, não é por acaso que o lema deste ano vem um pouco alertarmos para a questão ambiental, não só meio ambiente, mas o ambiente familiar, os fumadores passivos”, realçou Maria da Luz Lima.

TC/AA

Inforpress/Fim

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