Supremo Tribunal de Justiça rejeita segundo pedido de ´habeas corpus´ para libertar Alex Saab

Cidade da Praia, 02 Jul (Inforpress) – O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou o segundo pedido de ´habeas corpus´ para libertar Alex Saab Morán, acusado de branqueamento de capitais, tráfico de droga, entre outras infracções, supostamente cometidas nos Estados Unidos da América (EUA).

A Informação foi avançada hoje à Inforpress por uma fonte judicial, afirmando que a decisão do STJ saiu na tarde de terça-feira.

O Supremo Tribunal de Justiça, que já havia recusado um primeiro pedido de ´habeas corpus´, interposto a 18 de Junho, recebeu este segundo pedido na última sexta-feira, 26 de Junho.

Saab Morán que se encontra detido na Cadeia de Ribeirinha, em São Vicente, foi detido a 12 Junho, no Sal, pela Polícia Judiciária, a bordo de um avião privado, na sequência de um “alerta vermelho” da Interpol.

Alex Saab vinha sendo procurado há algum tempo pela Interpol (Polícia Internacional), por crimes de branqueamento de capitais, tráfico de droga, entre outras infracções, cometidas nos Estados Unidos da América (EUA).

A Procuradoria-geral da República informou na sexta-feira que o processo de extradição de Alex Saab Morán comporta uma fase administrativa e uma outra judicial, que se inicia após a decisão favorável do pedido de extradição, pela ministra da Justiça.

Em comunicado de imprensa, com vista a prestar esclarecimento público, o Ministério Público (MP) explicou que a fase administrativa deve ter a intervenção do membro de Governo responsável pela área da Justiça e a fase judicial inicia-se após a decisão favorável do pedido de extradição pelo referido governante.

No dia 18, o Tribunal da Relação do Barlavento validou e ratificou a detenção provisória do detido de dupla nacionalidade, venezuelana e colombiana, que fica agora a aguardar a decisão de extradição na Cadeia Central da ilha de São Vicente, pelo Estado requerente, neste caso os Estados Unidos da América.

“Assim, o Estado requerente tem o prazo de 18 dias, que poderá ser prorrogado até ao máximo de 40 dias, para formular o pedido de extradição, sob pena de libertação do detido”, informou.

A Inforpress tentou falar com a defesa, mas sem sucesso.

GSF/ZS

Inforpress/Fim

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