Sudão: Principal partido da oposição recusa integrar governo transitório

Cartum, 22 Abr 2019 (Inforpress) – O principal partido da oposição no Sudão anunciou hoje que recusa fazer parte do Governo de transição formado pelas forças militares que derrubaram o antigo chefe de Estado, Omar al-Bashir.

O partido Al Umma, liderado por Sadiq al-Mahdi, rival de al-Bashir, declarou em comunicado que os seus seguidores não abandonarão as ruas do Sudão “até atingirem os objectivos da revolução na sua totalidade”.

O partido islâmico moderado e centrista acusou alguns membros das Forças Armadas do Sudão de quererem “reproduzir o regime de al-Bashir”, operando uma “contra-revolução” assente na entrega do poder a uma autoridade civil em que “só o exército sudanês está representado”.

O grupo afirmou que a formação do Governo transitório é meramente uma forma de estes militares “ganharem tempo” para concretizarem os seus verdadeiros objectivos.

No mesmo comunicado, o Al Umma exigiu que o poder fosse entregue às Forças da Liberdade e da Mudança, coligação de grupos da oposição formada em Janeiro deste ano.

As Forças da Liberdade e da Mudança já declararam que vão anunciar os nomes dos membros que irão integrar um Conselho Presidencial e um Governo civil transitório nos próximos dias e que vão impor a sua autoridade “pela força das ruas e pela força revolucionária”.

O Governo de Omar al-Bashir foi derrubado a 11 de Abril pelas forças armadas sudanesas, após vários meses de contestação popular, e substituído por um Governo militar de transição.

Os generais das Forças Armadas sudanesas declararam que o período de transição duraria, no máximo, dois anos, noticiou a agência noticiosa Efe.

Lusa/fim

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