Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

Sudão: Forças de segurança dispersam manifestantes com gás lacrimogéneo

Cartum, 09 Jan (Inforpress) – As forças de segurança sudanesas utilizaram hoje gás lacrimogéneo para dispersar milhares de manifestantes que se dirigiam para o palácio presidencial, em Cartum, durante novos protestos contra o poder militar na capital do Sudão.

Segundo testemunhas citadas pela agência de notícias francesa AFP, milhares de manifestantes reuniram-se também em Ummdurman, um subúrbio a noroeste de Cartum, para protestar contra o golpe de Estado liderado em Outubro pelo chefe do exército, general Abdel Fattah al-Burhane.

No sábado, o enviado da ONU ao Sudão, Volker Perthes, anunciou que a partir da próxima semana vai iniciar conversações com “os principais actores civis e militares” para tentar resolver a crise que atravessa o país.

As Forças para a Liberdade e Mudança (FLC, a coligação civil da “revolução”) disseram desconhecer pormenores sobre as negociações que a ONU tenciona encetar e a Associação de Profissionais Sudaneses “rejeita completamente” a via do diálogo.

“O caminho para resolver a crise sudanesa começa com o derrube completo do conselho militar golpista”, sublinhou a Associação de Profissionais Sudaneses.

No total, 60 pessoas morreram na repressão das manifestações contra o golpe de Estado.

O Sudão vive um impasse político desde o golpe militar de 25 de Outubro de 2021, que ocorreu dois anos após uma revolta popular para remover o autocrata Omar al-Bashir e o seu Governo islamita em Abril de 2019.

Sob pressão internacional, os militares reinstalaram em Novembro o primeiro-ministro deposto no golpe, Abdalla Hamdok, para liderar um Governo tecnocrata, mas o acordo não envolveu o movimento pró-democracia por detrás do derrube de Al-Bashir.

Desde então, Hamdok não conseguiu formar Governo perante protestos incessantes, não só contra o golpe de Estado, mas também contra o seu acordo com os militares e acabou por se demitir no último domingo.

Inforpress/Lusa

Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos