Steve Bannon, polémico conselheiro de Trump, deixa Casa Branca

 

Washington, 18 Ago (Inforpress) – Steve Bannon, conselheiro estratégico do Presidente norte-americano, Donald Trump, deixa hoje a Casa Branca, anunciou a administração norte-americana após várias semanas de especulações sobre o destino da polémica figura.

“O secretário-geral da Casa Branca, John Kelly, e Steve Bannon chegaram a acordo sobre o facto de que hoje será o último dia de Steve”, indicou Sarah Huckabee Sanders, porta-voz da Casa Branca.

O diário The New York Times noticiou hoje, citando colaboradores do Presidente norte-americano, que Trump iria demitir Steve Bannon, antigo chefe de redacção do ‘site’ Breitbart, que transformou numa das plataformas favoritas da extrema-direita norte-americana, por este ter alimentado várias fugas de informação para prejudicar facções rivais dentro da Casa Branca.

Segundo o jornal, Trump comunicou hoje de manhã aos seus assessores que tinha decidido demitir Bannon.

O círculo próximo de Bannon afirma, contudo, que a decisão de abandonar o cargo foi sua, e uma fonte desse círculo disse ao Times que o conselheiro apresentou a demissão ao Presidente a 07 de Agosto.

Os rumores sobre uma possível saída de Bannon circulavam há dias e tornaram-se mais fortes na terça-feira, quando Trump evitou responder à pergunta de um jornalista sobre se mantinha a confiança no seu conselheiro estratégico.

“Veremos o que acontece ao senhor Bannon”, disse Trump, numa conferência de imprensa em Nova Iorque.

Steve Bannon, um provocador de 63 anos que se define como “um nacionalista económico”, alcançou relevância dentro da Casa Branca no início do mandato de Trump, havendo mesmo quem gracejasse que era ele quem realmente mexia os cordelinhos da presidência, mas acabou por durar pouco mais de seis meses no cargo.

O conselheiro estratégico encarregou-se de que Trump mantivesse o discurso populista que o levara ao poder e encorajou-o, entre outras coisas, a emitir o polémico veto migratório contra os refugiados e os imigrantes de determinados países muçulmanos, bem como a retirar os Estados Unidos do Acordo de Paris, relativo às alterações climáticas.

De acordo com o Times, Bannon estava em permanente confronto com o novo chefe de gabinete da Casa Branca, John Kelly, que o avisou de que não admitiria as suas maquinações de bastidores.

Além de na Casa Branca o acusarem de ter passado à imprensa informação negativa sobre o assessor de segurança nacional de Trump, H.R. McMaster, era também conhecida a rivalidade que mantinha com o genro e assessor do Presidente, Jared Kushner.

Rupert Murdoch, o fundador da estação televisiva conservadora Fox News, instou Trump a despedir Bannon num jantar recente em Nova Jérsia, e o Presidente não descartou a ideia, ainda segundo o Times.

A violência do passado fim-de-semana em Charlottesville, no Estado da Virgínia, causada por grupos neonazis, deu mais força àqueles que defendiam a saída de Bannon da Casa Branca, apesar de este se ter distanciado desses grupos, a quem apelidou de “palhaços”, numa entrevista concedida à revista The American Prospect.

Inforpress/Lusa

Fim

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