SSR: Plano vai permitir consolidar indicadores e inovar na resposta da saúde dos adolescentes e dos homens

 

Cidade da Praia, 09 Nov (Inrorpress) – A consultora do Plano Estratégico Nacional de Saúde Sexual e Reprodutiva para 2018/2022 apontou hoje, a consolidação dos indicadores e inovação na resposta da saúde dos adolescentes e dos homens como as grandes novidades do plano.

Antonieta Martins fez essa afirmação numa declaração à Inforpress, à margem do ateliê de socialização e validação do Plano Estratégico Nacional de Saúde Sexual e Reprodutiva para 2018/2022, que decorre na Cidade da Praia.

Segundo a médica especialista em Saúde Pública, depois de cinco anos, já fazia sentido introduzir inovações, verificar o que funcionou menos e valorizar o que funcionou bem, assim como espelhar as boas práticas e adequar o novo plano às exigências actuais.

“Nestes últimos cinco anos surgiram muitas inovações, mudanças em termos de estratégias, de atendimento e abordagem de diversos aspectos de saúde, sobretudo, porque precisamos abordar dois desafios importante que é a questão do cancro e saúde reprodutiva dos adolescentes e de grupos especiais”, disse.

No que respeita ao cancro que já é um problema de saúde publica, a consultora garantiu que o plano traz respostas no sentido da sua melhor gerência, estratégias para orientação, assim como mobilização de recursos.

No caso da saúde reprodutiva dos adolescentes e de grupos especiais, a médica, que reconhece que ainda existem pessoas que não conseguem ter acesso à saúde reprodutiva de uma forma criteriosa, quer com este novo plano que haja respostas reais e satisfatórias para esta camada.

Para os adolescentes e jovens, as questões de enfoco, segundo a médica e consultora do plano, realçam assuntos que tem a ver com a gravidez nos adolescentes que, neste momento, está a atingir faixas etárias cada vez mais “novas”.

“Neste domínio precisamos redinamizar e introduzir inovações que dão respostas eficazes, num período de cinco anos, para melhores resultados”, induziu, sublinhando por outro lado, que o plano traz imputes para o Ministério da Saúde no sentido de implementar serviços que atinge os adolescentes nos locais de estudo ou de trabalho.

Um outro aspecto e de relevância para o plano, sublinhou, é a questão do VIH/Sida, defendendo que o país não deve ficar inactivo pelo facto de ter uma prevalência baixa. “Neste domínio devemos estar atentos e cientes, pois, se as pessoas engravidam é porque podem ser contaminadores do VIH aos parceiros”, alertou.

Os homens, tanto adolescentes como adultos, garantiu, têm uma importância muito activa no plano, pois, a sua voz é a escutada e as meninas deixam sempre que estes lideram.

“O objectivo é trazer uma abordagem para empoderamento das meninas no sentido de leva-las a tomarem as suas próprias decisões e não serem influenciadas pelos seus pares”, realçou.

No caso dos grupos especiais, onde se inclui os portadores de deficiência, a intenção é começar com a identificação dos grupos e seguir com o melhoramento da abordagem do sector.

Para que isso aconteça, a consultora aponta trabalhos de melhoria de abordagem direccionada para o grupo alvo, onde deve ser revisto as normas e procedimentos, introduzir os aspectos de fragilidade de direitos de pessoas nas normas e procedimentos, e capacitar profissionais para uma resposta de qualidade.

O plano em si, lembrou, vai ajudar a que o Governo cumpra os ODS e a política nacional no sector, como indica pistas para um trabalho de qualidade visando o não retrocedimento em termos e indicadores conseguidos na redução da mortalidade materna e neonatal, nos últimos 42 anos de independência.

PC/ZS

Inforpress/Fim

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