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Solange Cesarovna leva a “magia da música” tradicional ao berço da cabo-verdianidade

Cidade da Praia, 30 Jun. (Inforpress) – A cantora e intérprete Solange Cesarovna levou na noite de sexta-feira a “magia da música tradicional cabo-verdiana” à Cidade Velha, no seu primeiro concerto no “Kintal de Belinha”, edificado na emblemática Rua da Banana.

Em mais uma noite de “show” marcada pelo desfile de géneros tradicionais como morna, coladeira e funaná, ficou bem patente a diversidade da música crioula, reconhecida como a grande divulgadora do país além fronteira.

Nesta que é referenciada como a primeira cidade construída pelos portugueses nos trópicos, a autora do álbum “Mornas”, apostou na qualidade dos seus timbres vocais para prestar um verdadeiro tribuno “ao género da música cabo-verdiana, que por si só já é qualidade garantida”.

Em pouco mais de 80 minutos, o VIII episódio da II série desta gravação no “Kintal de Belinha”, promovida pela RTP África, promoveu uma verdadeira empatia entre o público e a cantora que teve como convidado Joaquim Andrade ou simplesmente “Kim di Santiago”, nome por que é conhecido este “grande compositor” do universo musical crioulo.

Nesse “show”, Cesarovna que se tem evidenciado com o seu estilo próprio de estar no palco, muito contagiosa e dado a forma como o timbre da sua voz consegue comunicar com o público, apresentou-se “muito mais solta e vibrada”, pois deixou-se embalar pela empatia do público para revelar uma outra faceta de estar no palco.

É que esta, para além da morna e coladeira, padrões de excelência com que se identifica e que tem habitualmente brindado o público, ao cantar temas mexidos como funaná de Beto Dias e de Kim de Santiago teve de libertar toda a sua carga energética aos pulos, com danças e “djatos” (gritos) propícios para a ocasião.

“Noite de Mindelo” de B.Leza, “Avenida Marginal” de Manel d’Novas, “Mar e Terra” e “Força de Cretcheu” de Eugénio Tavares, “Si Ká Ta Nasceba” e “Cabo Verde Nha Terra”, de Kim de Santiago, “Voltinha d’Amor na ilha de Santiago” de Antero Simas, “Nho Santo Amaro” de Beto Dias dos Rabelados e “Sodade”, de Armando Zeferino (esta sem dúvida a música mais tocada de Cabo Verde no mundo) foram as melodias que desfilaram pelo palco.

A cantora, ajuntou que esta foi a forma encontrada para dar “um contributo entusiástico à candidatura da morna a Património Cultural, Imaterial da Humanidade”, neste espaço apresentado pela organização como o “quintal mais famoso de Cabo Verde”, procriado no berço da mestiçagem e da nação crioula.

O maestro guitarista Kako Alves liderou a banda suportada pelos guitarristas Yuri da Graça, Ivan Medina e Vando Pereira, pelo baterista Jorge Pimpa e pelo saxofonista Totinho, sendo que o cavaquinho este a cargo do especialista Fani d’Ano Nobo que “tão bem acompanharam esta especialista da voz, com trabalhos discográficos marcantes”.

A apresentadora do programa e anfitriã do espaço “Kintal de Belinha” é Sandra Lima, que, neste exclusivo à Inforpress classificou o evento “como um grande espectáculo, um momento de sentir a música tradicional cabo-verdiana.

“Foi um momento muito marcante, porque não estamos acostumados a ter um Kintal a respirar os géneros cabo-verdianos. A noite foi realmente maravilhosa”, sentencia Sandra Lima que classifica Solange Cesarovna como detentora de uma “grande” voz “realmente maravilhosa, muito meiga” e que conquistou o seu espaço como uma artista de excelência em mais “uma soberba noite”.

O projecto, avançou, é exclusivamente voltado para a RTP África  e já vai na sua segunda edição, sendo que “cada programa traz um artista de Cabo Verde que respira a música tradicional cabo-verdiana. Isto tem sido uma descoberta interessante, e marcante”.

Já a produtora do evento, Carmo Furtado, que trabalhou com a cenógrafa portuguesa Dulce Monteiro para idealizar este “Kintal” mostrou-se rendida à “exibição e ao talento da Cesarovna” na rua mais emblemática de Cabo Verde, onde uma das fachadas integra o cenário.

“Era importante que trouxéssemos Solange pela sua brilhante voz e pela sua qualidade. Ela teve o privilégio de interpretar, de forma sublime e com estima, temas de compositores marcantes como o grande anfitrião da morna cabo-verdiana, Eugénio Tavares, prestando verdadeiros hinos à musicalidade”, elucida.

Já o saxofonista Totinho, outrora integrante da banda Cesária Évora, que levou a música de Cabo Verde aos cinco continentes, avalia de “muito positivo” o show de Solange, com a sua voz “cativante”, sustentando que houve uma “perfeita harmonia entre a artista, a banda e o público”.

Disse que numa noite de luar e clima ameno, todas as condições estavam criadas para este sucesso, face à sonoridade com que a qualidade da artista da noite acrescentou ao espaço, destacando a “qualidade de excelência” da sua voz.

SR/ZS

Inforpress/Fim

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