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SOCA defende uma difusão de mais de 50% das músicas cabo-verdianas nos meios de comunicação social (c/áudio)

Cidade da Praia, 03 Dez (Inforpress) – O presidente da Sociedade Cabo-verdianos de Autores (SOCA) defendeu hoje que os órgãos de comunicação social devem difundir nas suas emissoras mais músicas tradicionais cabo-verdianas, isto é, uma quota de mais de 50 por cento (%).

Daniel Spínola falava em entrevista à Inforpress, no âmbito da celebração do Dia Nacional da Morna, que hoje se assinala, e numa altura em que todos os cabo-verdianos no país e na diáspora aguardam com ansiedade a decisão do Comité do Património Cultural Imaterial da Unesco, sobre a decisão da proclamação da morna, que deverá ser conhecida entre os dias 09 a 14 de Dezembro, em Bogotá, Colômbia.

Segundo esta entidade de gestão colectiva, depois de se conhecer a decisão é preciso que os órgãos de comunicação social, principalmente públicos, passem mais músicas tradicionais cabo-verdianas porque só assim é que vão poder preservar e levar os jovens a gostarem daquilo que é a “alma do povo cabo-verdiano”.

“Se os jovens não ouvirem o que é nosso, é normal que não gostem, porque eles têm um outro tipo de educação e estão educados para ouvirem outras coisas”, afirmou.

Para inverter essa situação, Daniel Spínola advogou que é preciso criar as bases e as condições para que haja um ensino voltado para a divulgação da música cabo-verdiana, e que seja elaborado um trabalho científico sobre a música cabo-verdiana.

Ainda, sugeriu, é preciso criar dados estatísticos sobre os autores e artistas com vista a saberem quem são, onde estão, o que há em termos discográficos no país.

Daniel Spínola acredita que muito já se fez para que a morna esteja prestes a ser Património Cultural Imaterial da Humanidade, entretanto defendeu que há que haver congregação dos esforços de todos nesse processo de “consolidação, preservação e promoção da morna”.

“O IPC pode continuar esse excelente trabalho que já fez, envolvendo mais os protagonistas, principalmente, os nossos autores e artistas vivos, como forma de incentivar os jovens a seguir esse caminho e mostrar aos jovens a importância que tem a morna, a importância que tem os nossos produtores da morna e os nossos autores que criam a morna”, salientou.

Fez saber que a SOCA, no âmbito da sua missão, tem cumprido com o seu desiderato de promover, preservar a identidade, a cultura tradicional cabo-verdiana através da promoção e divulgação dos artistas.

“Sempre tivemos em alta conta as músicas tradicionais cabo-verdianas por isso sempre apostamos na promoção, divulgação dos nossos grandes autores e é por isso que sempre fizemos homenagens àqueles que merecem, principalmente os cultores da morna, mas também os cultores de outras vertentes musicais cabo-verdianas”, recordou.

Pedro Rodrigues, Daniel Rendall, Lela Violão, Vuca Pinheiro, Armando de Pina, Titina Rodrigues, Zezé e Zeca Nha Reinalda, Gardénia Benrós e outros nomes incontornáveis da música cabo-verdiana já foram homenageados através da revista Soca.

Daniel Spínola assegurou que a SOCA abraça esta candidatura da morna e que neste momento estão a preparar para lançar uma revista especial dedicada à morna, apresentando um dossiê que fala do escritor e poeta Eugénio Tavares, do surgimento da morna, e dos cultores da morna da ilha da Brava que não são muito conhecidos.

AM/ZS

Inforpress/Fim

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