1º de Maio: SLTSA acusa instituições públicas e privadas de usarem “lay-off” para fugir aos encargos e castigar colaboradores

Ribeira Grande, 01 Mai (Inforpress) – O secretário-permanente do Sindicato Livre dos Trabalhadores de Santo Antão (SLTSA), Carlos Bartolomeu Lima Gomes, acusou instituições públicas e privadas de usarem o “lay-off” para fugirem aos encargos e castigarem colaboradores.

Numa mensagem alusiva ao 1.º de Maio, o líder do SLTSA escreveu que “muitas instituições públicas e privadas já colocaram os seus trabalhadores em lay-off, mais no sentido de fugirem dos encargos ou de castigarem aos seus colaboradores do que de um esforço para a superação das dificuldades criadas pelo Covid-19”.

De acordo com o documento hoje divulgado pela liderança do SLTSA, trata-se de uma situação que remete os trabalhadores “para um ambiente de muita ansiedade sem qualquer esperança, no futuro”, pelo que promete que o SLTSA continuará firme e fiel aos princípios que determinaram a constituição do sindicato, “em estrito respeito pelos interesses dos trabalhadores nele filiados, mesmo aqueles que ainda não o fizeram, lutando e defendendo os seus direitos, sem nunca esquecer de relembrá-los dos seus deveres”.

“Hoje, mais do que nunca, os trabalhadores precisam dos sindicatos e, por isso, devem continuar unidos e solidários com os vossos sindicatos representativos”, alertou Carlos Bartolomeu, que considerou ser essa a forma privilegiada para “a salvaguarda dos direitos e para a conquista de novos direitos, por uma sociedade mais justa e solidária”.

O líder do SLTSA considerou que, se no século passado, os desafios importantes eram a redução da carga horária de trabalho, o pagamento de horas extras, as férias e outras regalias sociais, “hoje e neste preciso momento a pandemia do Covid-19, está no centro de todas as preocupações” e ocupa ainda mais a atenção dos responsáveis sindicais, tendo em conta “que a vida é um bem supremo a preservar”.

Para Carlos Bartolomeu, “esta pandemia tem tido um impacto especialmente forte nas mulheres e nos jovens”, pelo que pede a todos os sindicatos que considerem a implementação de “medidas que combatam qualquer forma e tipo de violência baseada no género (VBG), a fim de proteger as mulheres contra outras formas de violência e de estigmatização”.

Os jovens também mereceram atenção especial na mensagem comemorativa hoje divulgada pelo SLTSA, tendo em conta que “apresentam problemas próprios, desde logo a necessidade do emprego, incentivos para os estudos e para o empreendedorismo, para aquisição de casa própria e incentivos fiscais, como medidas para mitigar a grave situação que vivem”.

“Neste 1º de Maio de 2020, todos somos chamados a comemorá-lo no recanto das nossas casas, com as nossas famílias, para o bem de cada um de nós e de todos”, alertou Carlos Bartolomeu, que terminou a missiva exortando os trabalhadores a ficarem em casa e a cumprirem todas as recomendações das autoridades sanitárias, do Governo de Cabo Verde e das entidades patronais.

HF/JMV

Inforpress/Fim

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