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Situação laboral em Cabo Verde é uma “cópia de pintura e publicidade” – Siacsa

Cidade da Praia, 23 Dez (Inforpress) – O presidente do Siacsa considerou hoje que a situação laboral em Cabo Verde “é simplesmente uma cópia de pintura e publicidade”, denunciando que “a cultura do medo se instalou no seio dos trabalhadores” do País.

O presidente do Sindicato de Indústria Geral, Alimentação, Construção Civil, Agricultura, Florestas, Serviços Marítimo e Portuário (Siacsa), Gilberto Lima, fez estas afirmações hoje, em conferência de imprensa hoje, na Cidade da Praia, em que abordou a situação sociopolítica e laboral dos últimos trimestres do ano.

Para este sindicalista, o ano em curso está a terminar como começou, ajuntando que o poder de compra dos trabalhadores vem-se degradando “anos após anos”, sem reposição do poder de compra perdido.

A calamidade laboral dos vigilantes das e empresas de segurança privada, prosseguiu Gilberto Lima, vem desde 2004 a esta parte e até ainda o Governo não mandou publicar o Preço Indicativo de Referência (PIR), como ficou acordado, para que a nova tabela salarial possa entrar em vigor em Janeiro de 2020.

Anunciou, neste sentido, que os vigilantes de São Vicente vão partir para uma manifestação de rua no dia 03 de Janeiro de 2020, seguida de uma greve de três dias, ajuntando que com esta manifestação contabilizam-se no total quatro, no Mindelo, três na Cidade da Praia e uma greve nacional dos vigilantes pelos mesmos motivos.

Segundo Gilberto Lima, nos últimos trimestres registaram-se “despedimentos forçosos e abusivos” em todos os cantos de Cabo Verde, nomeadamente nas ilhas do Sal e de São Vicente, cuja situação “é mais gritante”.

O sindicalista apontou ainda o não cumprimento dos acordos e das leis, designadamente a equiparação salarial dos bombeiros municipais e o seu devido enquadramento, frisando, por outro lado, a questão da morosidade dos tribunais sobre os processos de trabalho e a precariedade laboral.

“Dito isto, concluímos que na verdade contrariamente ao que se pintam sobre a situação laboral cabo-verdiano é simplesmente uma cópia de pintura e de publicidade. Estamos mal e é preciso mudar esse estado de coisas”, asseverou, salientando que não se pode estar constantemente a ver manifestações de trabalhadores e não se resolver os problemas.

Entretanto, realçou, o Siacsa aguarda que o princípio de 2020 seja um ano diferente com “ganhos e benefícios” para os trabalhadores cabo-verdianos, designadamente para os vigilantes da segurança privada, e que haja “mais justiça, mais emprego, menos despedimento, mais liberdade sindical melhor salário e melhores condições de vida” para todos.

 

CM/AA

Inforpress/Fim

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