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Situação dos trabalhadores das embaixadas de Cabo Verde vem desde o tempo do Governo do MpD – PAICV

 

Cidade da Praia, 11 Mai (Inforpress) – O vice-presidente do PAICV (oposição), Rui Semedo, disse hoje que a situação dos trabalhadores das embaixadas e serviços consulares vem desde o tempo do Governo do MpD que alterou o quadro então vigente, abrindo a possibilidade de contratação local.

“Esses funcionários administrativos e técnicos faziam parte do quadro do Ministério dos Negócios Estrangeiros e eram considerados funcionários da administração central”, precisou o dirigente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), acrescentando que, em 2000, o Governo do Movimento para a Democracia (MpD – poder) abriu a possibilidade de contratação local “mesmo aos que já tinham um vínculo anterior”.

Rui Semedo reagia assim às declarações do chefe da diplomacia cabo-verdiana, Luís Filipe Tavares, que, em conferência de imprensa, terça-feira, 09, culpou o executivo de José Maria Neves de “má gestão” e “irresponsabilidade” pelo “mau funcionamento” das missões diplomáticas no exterior, tendo deixado “uma dívida superior a 400 mil euros”.

Para o dirigente do PAICV, o ministro dos Negócios Estrangeiros, ao ser confrontado com as “reivindicações justas” dos trabalhadores das embaixadas e postos consulares, “sacode as suas mãos e passa a responsabilidade para os outros numa irresponsabilidade que não dignifica Cabo Verde”.

O Governo anterior entendeu, segundo Rui Semedo, que a questão era “séria”, envolvendo pessoas e, por isso, “devia ser tratada também com seriedade”.

Esclareceu ainda que em 2015, através de uma resolução, foi criado um grupo de trabalho com a missão de fazer um levantamento geral sobre a situação, ouvindo a todos os funcionários e que se procedeu ao estudo do impacto financeiro.

Revelou, por outro lado, que o executivo anterior aprovou, “com conhecimento e apoio dos funcionários, o decreto-lei 9/2016 de 12 Fevereiro, um instrumento para resolver o problema” daqueles funcionários.

De acordo com o dirigente “tambarina”, depois do referido decreto, a 24 de Fevereiro de 2016, foi também publicada a lista dos 85 funcionários.

Lembrou que, para a implementação desta medida e resolução dos problemas dos referidos funcionários, foi constituída uma comissão interdisciplinar integrada pelos Ministérios das Finanças, da Administração Pública e dos Negócios Estrangeiros, funcionando sob dependência deste último.

“A lei já tinha em conta o impacto financeiro e já previa a resolução do problema no horizonte de cinco anos”, indicou o vice-presidente do PAICV, acusando Luís Filipe Tavares de ter parado o processo.

“Não valerá a pena passar as responsabilidades para o Governo anterior que, responsavelmente, procurou encontrar uma solução para estas pessoas que serviram ao longo dos anos o seu país”, concluiu Rui Semedo.

LC/CP

Inforpress/Fim

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