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Situação de seca afecta neste momento 37% da população cabo-verdiana – responsável

Cidade da Praia, 19 Dez (Inforpress) – A situação de seca, que por três anos consecutivos está a ser vivenciada em Cabo Verde, afecta, neste momento, 37 por cento (%) da população, indicou hoje a directora-geral de Agricultura em substituição, Eneida Rodrigues.

Aquela responsável, que falava aos jornalistas após a apresentação do programa de mitigação do mau ano agrícola para uma delegação angolana, chefiada pela ministra do Estado para Área Social, que se encontra em Cabo Verde, disse que a seca tem afectado, sobretudo, as pessoas das zonas rurais.

“Segundo os dados que nós temos 37% da população está a ser afectada com a crise decorrente dos três anos consecutivos de seca. São pessoas que vivem da agricultura e da pecuária, tanto na parte da produção como também ligado a tudo que é comércio da produção agrícola”, explicou.

Eneida Rodrigues adiantou que neste momento está-se a trabalhar não só na mitigação do mau agrícola, mas também na resiliência das famílias mais desfavorecidas e do país no seu todo.

“Portanto nós estamos a trabalhar na mobilização de água, apostando na dessalinização da água salobra, na reutilização segura das águas residuais na agricultura, na melhoria da gestão da água, diminuindo as perdas e utilizando o sistema que favorece o uso mais eficiente da água na agricultura”, explicou.

Por outro lado, indicou também a nível da pecuária está-se a trabalhar na contingentação dos animais, não só para fazer face à crise, mas também como medida de protecção do meio ambiente.

Eneida Rodrigues destacou para já alguma melhoria em termos de comportamento dos agricultores e criadores.

“A nível dos criadores nós estamos a notar que estão a aderir ao programa de contingentação dos animais e também fornecendo alimento complementar que são as rações para melhorar a alimentação do gado. Os agricultores também já entenderam que há que fazer a poupança de água e estão a aderir”, disse.

A directora-geral de Agricultura em substituição garantiu que na vertente reforço da alimentação o apoio aos agricultores foi contínuo com a disponibilização dos vales cheques aos criadores das zonas mais afectadas.

O novo programa prevê para além de apoios o reforço da sensibilização e formação das pessoas, em particular dos agricultores e criadores, no sentido de se garantir a resiliência de que o país precisa.

MJB/AA

Inforpress/Fim

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