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“Situação da tuberculose em África é preocupante e pede medidas urgentes e prioritárias para sua erradicação” – Jorge Santos (c/áudio)

Cidade da Praia, 05 Ago (Inforpress) – O presidente da Assembleia Nacional disse hoje que a situação da tuberculose em África “é preocupante”, pelo que espera dos deputados e das autoridades nacionais medidas “urgentes e prioritárias” para a sua erradicação.

Jorge Santos fez esta afirmação no seu discurso de abertura da 3ª Cimeira Africana sobre a Tuberculose, no âmbito dos trabalhos da Comissão Permanente de Saúde, Trabalho e Assuntos Sociais e da Comissão de Género, Família, Juventude e Pessoas com Deficiência do Parlamento Pan-Africano, que decorre de hoje a quarta-feira, 07, na cidade da Praia.

“A tuberculose é uma doença cujo combate e erradicação deve constituir um desafio prioritário para o desenvolvimento sustentável do continente africano, pois, a sua extensão tem-se intensificado devido a malnutrição, pobreza, habitação sem dignidade, falta de saneamento básico, saúde materno-infantil, assim como as catástrofes naturais”, acrescentou.

Para dar combate a isso, realçou, a África deve começar a promover o desenvolvimento das suas economias para produzir riquezas que seja possível fazer frente às situações sociais que dão combate à tuberculose.

“Já não é momento para grandes discursos, mas sim para acção e tradução desta vontade política em Orçamento do Estado para que de facto assumamos conjuntamente o compromisso do percentual das receitas do estado nos orçamentos anuais para a saúde e principalmente para a saúde pública”, afirmou.

A África, segundo disse, é um dos continentes que “mais oportunidades de desenvolvimento” apresenta na actualidade e nos próximos tempos, e, por isso, deve “tomar consciência e agir em consequência” para que nem a tuberculose, a malnutrição, a pobreza e as calamidades atormentem a população africana.

Para isso, ajuntou, é preciso que os países africanos sejam capazes de investir na produção dos alimentos, na educação, nos cuidados de saúde, implementar políticas públicas que sejam “verdadeiros programas de desenvolvimento”, capazes de “mobilizar a sociedade, criar empregos e melhorar a qualidade de vida”.

“É este o quadro que vos proponho para reflexão, neste encontro de Praia. Sei que não vai ser fácil, mas temos de ser nós a assumirmos a vontade das sociedades africana para a construção de uma vida cada vez melhor”, declarou.

O presidente da Assembleia Nacional que enalteceu o facto de esta cimeira ter sido realizada em Cabo Verde, adiantou que o parlamento pan-africano tem vivenciado e imprimida uma dinâmica “própria e profunda” no sentido da sua evolução e promoção, mas acima de tudo de transformação de um parlamento legislativo.

“A África precisa sim de um parlamento legislativo para atender às grandes questões do continente e só assim podemos falar de um parlamento ‘One Africa, One Voice’, pois, precisamos de ter um parlamento que toma as grandes decisões para a vida dos africanos”, salientou.

A par isso, Jorge Santos, que referiu alguns números sobre a doença a nível da África, admitiu que os temas a serem debatidos devem ajudar na delineação de metas para a irradiação da tuberculose no continente, à data de 2030.

De acordo com números publicados nas agências especializadas das Nações Unidas, 10,4 milhões de pessoas são portadores da tuberculose, a nível mundial, sendo que destes 30 por cento (%) vive em África, um milhão dos afectados são jovens com menos de 18 anos e 1,6 milhões morre anualmente.

Ainda de acordo com os mesmos dados, 20% dos afectados sofrem de desnutrição, o que demonstra a ligação da doença à problemática da pobreza, um milhão são portadores do HIV/Sida e 1,6 milhões são doentes de diabetes ou consumidores habituais do álcool e tabaco.

Estima-se que 1,7 milhões de pessoas são portadoras latentes da tuberculose e que 80% dos afectados estão concentrados em 22 países e destes nove são africanos.

PC/AA

Inforpress/Fim

 

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