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Situação da ARC no país caracteriza-se pela acentuada escassez de quadros – Arminda Barros (c/video)

Cidade da Praia, 21 Jan (Inforpress) – A presidente da ARC afirmou hoje que a situação da Autoridade Reguladora da Comunicação Social em Cabo Verde caracteriza-se pela “acentuada escassez “de quadros e com o défice de informação e especialização como os maiores desafios a enfrentar.

Arminda Barros, falava esta manhã, na Praia, durante a abertura da 1ª Edição Internacional do Curso de Especialização em Regulação e Deontologia dos Media do IPPS-ISCTEIUL – Instituto para as Políticas Públicas e Sociais, que decorre de 21 a 32 deste mês, sob o tema “A Regulação da Comunicação Social”.

“É conhecida a situação da Autoridade Reguladora da Comunicação Social em Cabo Verde que se caracteriza com uma acentuada escassez de quadros perante um mar de necessidades e dificuldades. É verdade também que desde a tomada de posse dos cinco membros do conselho regulador, em Junho de 2015, muito se tem feito e gradualmente a situação tem obtido melhorias significativas em vários domínios”, referiu.

Para a presidente da ARC, o défice de informação e especialização tem sido ainda um dos maiores desafios enfrentados e a encarar para dar satisfação às necessidades de todas as partes na aplicação da lei no sector da comunicação social.

Do seu ponto de vista, a formação que visa reforçar as competências dos formandos deve ser encarada como uma habilitação para melhorar a regulação, mas também para o aperfeiçoamento da própria prática do jornalismo em Cabo Verde, Angola, ou em São Tomé tendo como responsabilidade prosseguir sempre na aquisição de novas competências no acompanhamento futuro em matérias a serem ministrados com vista a melhores resultados nesse trabalho.

Na ocasião agradeceu o empenhamento do ministério que tornou possível esse projecto de formação, o que demonstra a importância que a regulação da comunicação social vem adquirindo nas sociedades cabo-verdianas e o contributo que ela tem dado e pode dar para o fortalecimento da democracia e do estado de direito.

A cerimónia ficou a cargo do ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, que disse que na ausência ainda de um quadro regulatório que permite auto-regulação dos órgãos, é “importante” que os jornalistas tenham esse conhecimento e grau académico a partir de entidades isentas e imparciais para que possam transmitir de uma forma muito clara qual é o papel que devem desempenhar nessa nova era.

O governante considerou que essa formação pode dar aos órgãos instrumentos necessários para fazer de uma forma mais competente o seu trabalho, tendo realçado que é cada vez mais importante que os órgãos da comunicação social hajam no sentido contrário ao das redes sociais com confirmação e o monitoramento das notícias.

“A mediação hoje está no centro do debate internacional, é por isso que ressurgem as grandes revistas de especialistas no momento que se diz que é crise voltam a publicar em países como Colômbia, toda América Latina, África, está a chamar atenção porque cada vez mais é preciso trabalho especializado e temática, mas é preciso ter nomes de referência que garantam ao cidadão comum a credibilidade na reposição das notícias, porque hoje qualquer pessoa pode lançar uma notícia, até que haja um contraditório essa notícia pode se tornar viral”, sustentou.

Abraão Vicente assegurou que se trata de uma formação de “pós-graduação” financiada pelo Governo, mas sublinhou que estão disponíveis para propostas que possam vir da Associação de Jornalistas de Cabo Verde (AJOC) ou da própria ARC no sentido de continuarem a financiar projectos deste género.

A formação é promovida pela Direcção Geral da Comunicação Social (DGCS) em parceria com a Autoridade Reguladora para a Comunicação Social (ARC), com o apoio da Unesco e a Universidade de Cabo Verde e é destinada a 33 profissionais, nomeadamente jornalistas, técnicos da regulação da ARC e profissionais da área de regulação de Angola e São Tomé e Príncipe.

AV/ZS

Inforpress/Fim

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