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SITTHUR denuncia “anomalias” na EHTCV e promete “outras formas de luta” se situação não for resolvida

Cidade da Praia, 20 Jul (Inforpress) – O secretário permanente do SITTHUR denunciou hoje uma série de “anomalias” na Escola de Hotelaria e Turismo de Cabo Verde (EHTCV) e prometeu mobilizar os trabalhadores para outras formas de luta, incluindo greve, caso a situação não seja resolvida.

“A EHTCV assinalou o seu décimo aniversário num clima de grande descontentamento no seio dos trabalhadores, estando o presidente do conselho da administração a adoptar medidas de autêntica perseguição aos que se filiaram no sindicato”, afirmou o secretário permanente do Sindicato de Indústria, Transportes, Telecomunicações, Hotelaria e Turismo (SITTHUR), Carlos Lopes, para quem esta atitude é “lamentável” por colocar em causa o direito elementar dos trabalhadores consagrados na Constituição e nas leis em vigor.

Segundo o representante sindical, em declarações à Inforpress, o simples facto de um grupo de trabalhadores ter-se filiado no SITTHUR tem originado “medidas de retaliação” e “autêntica perseguição e desfazimento de funções”.

Conforme Carlos Lopes, além destes, a EHTCV vive uma situação única, em que dez anos após a sua existência, não possui um sistema organizado de carreira, havendo um vazio total neste processo pela não existência de um Plano de Cargos, Carreiras e Salários.

“Além desta situação fomos confrontados, há pouco tempo, com uma tentativa de despedimento colectivo, mas após diálogo entre as partes, a medida foi anulada. Neste momento, constatamos que a administração, como tal, não existe desde 2017”, disse, explicando que na EHTCV dos três nomeados para conselho de administração só o presidente está em função.

Frisou ainda que o administrador executivo e o não executivo já não exercem qualquer função visto que o não executivo se reformou e não foi indicado ninguém para o lugar, enquanto o administrador executivo colocou o cargo à disposição por desentendimento com o PCA que tem feito a administração à sua maneira.

“Sabemos que com a crise pandémica a escola foi afectada, pelo que não há dúvida que tem havido constrangimento a nível financeiro para o bom funcionamento da instituição”, realçou o sindicalista, que garantiu ter já pedido ao Governo um “olhar diferente” para a escola que tem desempenhado um papel fundamental na preparação da mão-de-obra para o sector do turismo no País.

Carlos Lopes afirmou tratar-se de um conjunto de situações que já foi levado ao conhecimento do Governo e que exige a intervenção do executivo para o restabelecimento da administração para que a EHTCV seja gerida de forma adequada.

O sindicalista referiu-se também à necessidade da aprovação de um sistema de cargos, carreiras e salários dos trabalhadores e de apoio para que a escola possa fazer face a situação que vive devido à pandemia.

Face a estas denúncias, a Inforpress auscultou o presidente do conselho de administração (PCA) da EHTCV, Sérgio Sequeira, que considerou tratar-se de “situações totalmente corriqueiras”.

Apesar disso, esclareceu que alguns trabalhadores da instituição se filiaram no SITTHUR há pouco mais de quatro meses, pelo que não considera que tenha havido perseguição.

Quanto ao problema da administração da escola, afirmou que neste momento estão a funcionar com um PCA e um administrador executivo, que admite estar de saída, mas que está à espera que o Governo indique um substituto.

“É algo apenas para atacar, pois, o representante da SITTHUR reuniu-se connosco e, na altura pedimos uma nova reunião para tomarmos medidas conjuntamente, mas para o meu conhecimento o senhor contactou o nosso accionista Estado a quem fez referência sobre estas situações”, disse.

Sobre o Plano de Cargos, Carreiras e Salários, da EHTCV, Sérgio Sequeira, fez saber que a instituição já possui um PCCS, há cerca de um ano, e que devido a pandemia não foi ainda aprovado pelo Governo.

“São situações normais que o conselho administrativo tem tido em consideração. Porém, até então temos cumprido com os nossos trabalhadores e colaboradores, apesar de não termos acesso ao lay-off”, indicou, salientando que a EHTCV tem cumprido com as suas obrigações e que nenhum trabalhador da instituição tem em atraso o seu salário.

Afirmou estranhar o facto de o sindicato ir à comunicação social para denunciar situações em vez de tratar o assunto directamente com os responsáveis da escola.

“Todos aqui são respeitados, mas já que se fala disso, vale a pena perguntar se todos estão disponíveis para trabalhar”, finalizou.

A EHTCV celebrou esta segunda-feira o seu 10º aniversário com um balanço “positivo” e na óptica do PCA “cumprindo bem a sua missão, sobretudo no que se refere ao reforço da parceria com o sector privado”.

PC/CP

Inforpress/Fim

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